Relação de simpósios aprovados - 25 a 40

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

 

UNIVERSITÀ DEGLI STUDI DI PERUGIA

CILBRA – Centro Studi Comparati Italo-Luso-Brasiliani

 

UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS

 

INSTITUTO FEDERAL DE BRASÍLIA - IFB

 

 

CHAMADA DE INSCRIÇÃO DE SIMPÓSIOS

 

II Congresso Internacional

LÍNGUAS, CULTURAS E LITERATURAS EM DIÁLOGO: IDENTIDADES SILENCIADAS

 

Brasília, 16 - 18 de agosto de 2018

SIMPÓSIOS 25 a 39

** ATENÇÃO **

Estão disponíveis a relação de trabalhos e os resumos que vão compor os Simpósios que atingiram os critérios exigidos para a participação no Congresso:

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SIMPÓSIO 25 - LITERATURA FEMINISTA E LGBTQI: POR UMA EST(ÉTICA) DAS VOZES INSURGENTES

 

Cláudia Maria Ceneviva Nigro (Livre docente IBILCE/UNESP)

Flávio Adriano Nantes (Doutor UFMS)

 

E-mail para envio de propostas: cmcnigro@gmail.com

 

RESUMO: Tomando de empréstimo um dos livros de Hugo Achugar, é possível pensar acerca de uma legião de sujeitos ao redor do mundo sem voz, boca, lugar, indicando A concentração de determinad@s homens/mulheres alocados no interior dos Planetas sem boca está presente na sociedade atual. Se na vida os abjetos, de Judith Butler, não têm lugar, na literatura estão tod@s representad@s. O presente simpósio visa, assim, tratar sobre esses sujeitos por intermédio do texto literário, indicando como, apesar de historicamente marcados por uma marginalização social, encontram-se ou não alijados de determinados direitos humanos ditos universais. Incluir-se-ão trabalhos cuja temática seja pensada em duas comunidades: LGBTQIs e mulheres não trans; essas ainda seguem, resguardadas as especificidades de cada sujeito, marginalizadas, silenciadas e invisíveis. Onde se ancoram as razões de tais marginalizações? Entre outras, no patriarcado, na compulsoriedade da heteronormatização dos corpos/sujeitos. O correr dos séculos ainda não deu conta de solucionar, em diversas partes do planeta, problemas como a falta de legitimação da mulher (trans ou não), a desigualdade entre os gêneros, o desrespeito aos direitos dos LGBTQIs. A literatura, na contramão de uma política social, cultural e histórica sem olhos para a humanidade, dá voz e vez a pessoas rechaçadas, as tira das sombras e as aloca no espaço que lhes foi negado.

 

PALAVRAS CHAVE: Est(ética) feminista e LGBTQI; Literatura e Gender Studies; Sujeitos marginalizados e sem voz.

 

REFERÊNCIAS:

ACHUGAR, Hugo. Planetas sem boca: escritos efêmeros sobre arte, cultura e literatura. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2006.

 

ADICHE, Chimamanda. Sejamos todos feministas. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

 

BUTLER, Judith. “Corpos que ainda importam”. In: COLLING, Leandro. Dissidências sexuais e de gênero. Salvador: EDUFBA, 2016, p. 19-42

 

BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2015.

 

BUTLER, Judith. Quadros de guerra: quando a vida é passível de luto? Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2015.

 

LOURO, Guacira Lopes. Um corpo estranho: ensaios sobre sexualidade e teoria queer. Belo Horizonte: Autêntica, 2016.

 

SALIH, Sara. Judith Butler e a teoria queer. Belo Horizonte: Autêntica, 2015.

 

 

SIMPÓSIO 26 - LEGADOS DA DIÁSPORA NA LITERATURA NEGRA BRASILEIRA: TRANSCULTURAÇÃO, MEMÓRIA, IDENTIDADES, TRANSGRESSÕES E ENFRENTAMENTOS

 

Prof. Dr. Paulo Andrade (UNESP/ Araraquara)

Profa. Dra. Rosangela Sartechi (USP)

 

E-mail para envio de propostas: pauloandrade@fclar.unesp.br

 

A Literatura Negra Brasileira, também denominada Literatura Afro-brasileira ou Afrodescendente, apesar do visível espaço que vem ganhando no discurso acadêmico, ainda encontra restrições na abordagem historiográfica brasileira que não vê as especificidades dos discursos de cidadãos negros, como sujeitos de sua própria história, no âmbito do sistema literário nacional. O escritor negro experimenta a vivência em um país que legitima paradigmas estéticos, por meio de mecanismos que promovem a exclusão e a discriminação racial. Revisando e problematizando o conceito unívoco de identidade nacional construído a partir de padrões de uma elite empenhada na manutenção de valores brancos, essa vertente literária, nascida fora da África, mas que incorpora elementos culturais de origem africana, encena uma subjetividade individual e coletiva (um eu-enunciador que é nós) como espaço de enfrentamento e resistência, termo que estamos mobilizando a partir de Alfredo Bosi (2002): “resistência é um conceito originariamente ético, e não estético. O seu sentido mais profundo apela para a força da vontade que resiste a outra força, exterior ao sujeito. Resistir é opor a força própria à força alheia. O cognato próximo é in/sistir; o antônimo familiar é de/sistir.” (2002, p. 118). O escritor “resiste aferrando-se à memória viva do passado; e resiste imaginando uma nova ordem que se recorta no horizonte da utopia. Refazendo zonas sagradas que o sistema profana (o mito, o rito, o sonho). Mais do que a cor da pele ou as origens étnicas do escritor, a literatura negra transgride o conceito de identidade, a partir da diferença, buscando imprimir as marcas identitárias do sujeito étnico negro-brasileiro numa sociedade orientada por valores brancos. Para enquadrarmos a literatura negra brasileira no contexto latino-americano e, especificamente, no Brasil, mobilizaremos alguns conceitos teóricos fundamentais para estudar os diferentes processos culturais na América Latina. O primeiro deles é o conceito de transculturação, desenvolvido pelo antropólogo cubano Fernando Ortiz (1940). O termo foi desenvolvido para explicar a diversidade de fenômenos que se originam em Cuba por causa das complexas transmutações de culturas, sem as quais, não seria possível entender a evolução do povo cubano. Transculturação, para Ortiz, expressa as diferentes fases do processo transitivo de uma cultura a outra, uma vez que este “no consiste solamente en adquirir una distinta cultura... sino que el proceso implica también necesariamente la pérdida o desarraigo de una cultura precedente, lo que puderia decirse una parcial desculturación, y además, significa la consiguiente creación de nuevos fenómenos culturales que puderiam denominarse neoculturación‖. (Ortiz, 1940, p.134-35) Outro aspecto a ser levado em consideração é o conceito de diáspora, a partir de Stuart Hall (2003), que aborda os mitos fundadores do conceito de diáspora e aprofunda-se na questão do hibridismo, das reconfigurações e da cultura caribenha. É a partir da noção de identidade cultural dos migrantes caribenhos que Stuart Hall introduz seu texto. Trabalha a questão da diáspora ocorrida com os assentamentos de negros caribenhos no Reino Unido, relacionada com as complexidades de se imaginar a nação e a identidade caribenhas, numa era de globalização crescente. Hall enfatiza ainda a importância das questões geradas pela diáspora, por serem centrais não apenas para seus povos, mas para as artes e culturas que produzem, onde um certo sujeito imaginado está sempre em jogo (p. 26). Para o antropólogo, na situação da diáspora, as identidades tornam-se múltiplas (p. 27). Esse Simpósio acolherá comunicações que reflitam, a partir de múltiplos aportes teóricos e críticos, sobre a literatura negra brasileira em narrativa, drama e poesia, tais como: tradição, memória individual/coletiva, ancestralidade, identidades, transculturalidade, o legado da diáspora, literatura feminina negra, o negro como objeto e sujeito na literatura, hibridismo cultural e outros e temas afins.

 

Palavras chave: Literatura negra brasileira; Transculturalidade; Diáspora negra; Identidades

 

BIBLIOGRAFIA

 

BERND, Z. Introdução à literatura negra. São Paulo: Brasiliense, 1988.

 

_______. Negritude e literatura na América Latina, Porto Alegre: Mercado Aberto, 1987.

 

BHABHA, Homi K. O local da cultura. Trad. Myriam Ávila, Eliana Lourenço de Lima Reis e Gláucia Renate Gonçalves. Belo Horizonte: editora UFMG, 1998.

 

BOSI, Alfredo. Literatura e resistência. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.

BRUNEAU, Michael. Espaços e territórios de diásporas. Trad. Lucy Magalhães, 1998.

CANCLINI, Néstor Garcia. Culturas híbridas – estratégias para entrar e sair da modernidade. 4. ed. São Paulo: EdUSP, 2003.

CORNEJO POLAR, Antonio. Escribir em el aire. Ensaio sobre la heterogeneidad sociocultural em las literaturas andinas. Lima, Horizonte,1994.

 

CUTI. Literatura negro-brasileira. São Paulo: Selo Negro Edições, 2010.

DAMASCENO, BENEDITA Gouveia. Poesia negra no modernismo brasileiro. 2. ed. Campinas: São Paulo. Pontes Editores, 2003.

 

FANON, Franz. Pele negra, máscaras brancas. Trad. Renato da Silveira. Salvador: EDUFBA, 2008.

 

FONSECA, Maria Nazareth Soares. (Org). Brasil afro-brasileiro. Belo Horizonte: Autêntica, 2000.

 

HALL, Stuart. Da diáspora: identidades e mediações culturais. Belo Horizonte: UFMG; Brasília: Representação da UNESCO no Brasil, 2003, p.335-349.

 

ORTIZ, Fernando. Contrapunteo cubano del tabaco e del azúcar. Barcelona: Ariel, 1940.

 

PEREIRA, Edimilson de Almeida; Junior, Robert Daibert. Depois, o atlântico. Modos de pensar, crer e narrar na diáspora africana. Juiz de Fora: Editora UFJF. 2010.

 

______. No berço da noite. Religião e arte em encenações de subjetividades afrodescentes. Juiz de Fora: Editora UFJF. 2010.

 

 

SIMPÓSIO 27 - Literatura Infantil e Práticas de Leituras como elementos pedagógicos para trabalhar a diversidade humana no ambiente escolar: (Im)possibilidades da contemporaneidade

 

Prof. Dr. Robson Coelho Tinoco (PósLIT/UnB)

Prof. Me. Eduardo Dias da Silva (SEEDF e UnB)

 

_e-mail para envio de propostas: edu_france2004@yahoo.fr

 

 

RESUMO: A sociedade contemporânea é caracterizada pela diversidade de pessoas e deve pautar-se na premissa que todos são aceitos e respeitados por suas diferenças. As pessoas são seres sociais que possuem suas subjetividades e individualidades. Entretanto, ninguém é perfeito, mas sim, singular e limitado, precisando conviver consigo mesmo e com os outros, no qual todos possuem suas singularidades e limitações, porém com as mesmas expectativas e oportunidades de ser ter uma vida melhor em sociedade. Porém, tem-se uma perspectiva de fragmentação, de ordem global, da contemporaneidade que remete a ideia de uma sociedade, que de acordo com alguns pensadores, está inserida em um entendimento de líquida ou pós-moderna ou em um processo de modernidade tardia cujos os elementos estão fragmentados/diluídos, deixando simplesmente de existir, sendo necessário recorrer a fragmentos, fatos ou “pedaços” da história para dar sentido à materialidade da pessoa na interação social mediada pela linguagem. Almeja-se, nos diálogos proporcionados por esse simpósio, reunir pesquisas concluídas ou em processo de elaboração, por profissionais da linguagem do Brasil e do exterior, que fazem uso da Literatura Infantil no que tange ao desenvolvimento de atividades de Práticas de Leituras para superação do preconceito e aceitação da diversidade como uma premissa do ambiente escolar (público ou privado), mas também deve ser premissa de todos os ambientes sociais. A Literatura Infantil, como instrumento social e pedagógico, além de artístico faz-se presente no cotidiano do ensino-aprendizagem de crianças e jovens no ambiente escolar. Sugere-se, então, atividades de Práticas de Leituras, a partir de uma perspectiva interacionista sociodiscursiva, considerando o funcionamento do texto sob uma ótica enunciativa, reconhecendo, desta maneira, que a língua se constitui em um conjunto de práticas sociais e cognitivas situadas historicamente. Portanto, objetiva-se, nas discussões durante o simpósio, apresentar como um dos caminhos possíveis para trabalhar-se com as crianças e jovens, a aceitação das diferenças, mediadas pelas Práticas de Leituras sendo uma das alternativas para formação de indivíduos mais conscientes da diversidade contemporânea.

 

Palavras-chave: Literatura infantil; Práticas de leituras; Ambiente escolar; Diversidade

 

REFERÊNCIAS

 

BAKHTIN, M. Os gêneros do discurso. In: ___. Estética da criação verbal. Tradução de Maria Ermantina Galvão Gomes e Pereira. São Paulo: Martins Fontes, 1992.

BAUMAN, Z. Vida líquida. Tradução de Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Zahar, 2009.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Pró Letramento. Brasília, 2008. <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=6002-fasciculo-port&category_slug=julho-2010-pdf&Itemid=30192> Acesso: 22 set. 2017.

BRONCKART, J. P. Atividade de linguagem, discurso e desenvolvimento humano. Organização Anna Rachel Machado e Maria de Lourdes Meirelles Matêncio. Campinas (SP): Mercado de Letras, 2006.

CRISTÓVÃO, F. A. Graciliano Ramos: estrutura e valores de um modo de narrar. Brasília: Ed. Brasília, INL, 1975.

ELOY, C. M. S.; SILVA, E. D. Eu, professor do mundo: a interculturalidade e as práticas reflexivas de professores de línguas do UnB Idiomas. In: Revista X, Curitiba. v. 12, n. 01, p. 1-17, 2017. Disponível em: <http://revistas.ufpr.br/revistax/article/view/48959/33096> Acesso em: 24 set. 2017.

FREIRE, P. Professora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar. São Paulo: Loyola, 1993.

GIDDENS, A. As consequências da modernidade. Tradução de Raul Fiker. São Paulo: Unesp. 2002.

LAJOLO, M. Do mundo da leitura para a leitura do mundo. 6. ed. São Paulo: Ática, 2001.

____. Usos e Abusos da Literatura na Escola: Bilac e a Literatura Escolar na República Velha. Rio de Janeiro: Globo, 1982.

LYOTARD, J. F. A condição pós-moderna. Tradução de Ricardo Corrêa Barbosa. Rio de Janeiro: José Olympo, 2011.

MARCUSCHI, L. A. Da fala para a escrita – atividades de retextualização. São Paulo: Cortez, 2010.

____. Gêneros textuais: configuração, dinamicidade e circulação. In: KARWOSKI, A. M.; GAYDECZKA, B.; BRITO, K. S. (Orgs.). Gêneros textuais: reflexões e ensino. São Paulo: Parábola Editorial, 2011.

_____. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola, 2012.

MOISÉS, M. A análise literária. São Paulo: Cultrix, 1977. 

NASCIMENTO, E. L. Gestos de ensinar e de aprender: uma análise interacionista sociodiscursiva do trabalho em sala de aula. In: Revista Trama, v. 8. n. 16, 2012, p. 11-30. Disponível em: <http://e-revista.unioeste.br/index.php/trama/article/view/6948/5142> Acesso em: 11 out. 2017. 

PEREZ, L. C. A. Características do gênero literário novela; In: Brasil Escola (Online). S/L/D. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/literatura/caracteristicas-genero-literario-novela.htm>. Acesso em 24 de setembro de 2017.

RAMOS, G. A terra dos meninos pelados. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro/INL, [1939] 1973.

SILVA, E. D. Eu gosto do gosto de gostar de ler: a leitura como gênero discursivo na escola. In: e-scrita Revista do Curso de Letras da UNIABEU, Nilópolis, v. 6, n. 1, jan-abril, 2015a. Disponível em: <http://revista.uniabeu.edu.br/index.php/RE/article/view/1624/pdf_368> Acesso em: 22 set. 2017.

____. O que há em (in)comum entre o fantástico, o estranho e o maravilhoso em Todorov. In: Revista Rascunhos Culturais, Coxim. v. 6, n. 12, p. 129-140, jul-dez. 2015b. Disponível em: <http://revistarascunhos.sites.ufms.br/files/2017/02/Rascunhos-Culturais_n12.pdf> Acesso em: 24 set. 2017.

____. Eu e você, você e eu na língua: uma abordagem interacional para o ensino de língua estrangeira. Revista de Letras, Taguatinga-DF, v. 1, n. 8, p. 1-13. 2015c. Disponível em: <https://portalrevistas.ucb.br/index.php/RL/article/view/6185/4180> Acesso em: 11 out. 2017.

____. Sequência didática para aquisição de português como segunda língua para estudantes surdos: uma proposta. In: Entrepalavras, Fortaleza, v. 6, p. 168-181, jan./jun. 2016. Disponível em: <http://www.entrepalavras.ufc.br/revista/index.php/Revista/article/view/606/329> Acesso em: 22 set. 2017.

SILVA, M. R. B. Ser diferente é normal? In: Webartigos, S/L. 2013. Disponível em: <http://webartigos.com/artigos/ser-diferente-e-normal/110884> Acesso em: 21 set. 2017.

SOBRINHO, J. D. Universidade e novos modos de produção, circulação e aplicação do conhecimento. In: Revista da Avaliação da Educação Superior, v. 19, n. 3, p. 643‐662, 2014. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414--‐40772014000300007> Acesso em: 22 set. 2017.

 

SOLÉ, I. Estratégias de Leitura. 6.ed. Porto Alegre: Artmed, 2008.

 

TINOCO, R. C.  Práticas de leitura produtiva: textos e contextos (sociedade, ensino e arte contemporaneidade). Brasília; Editora Universidade de Brasília, 2014.

ZILBERMAN, R. A leitura e o ensino da literatura. São Paulo: Contexto, 1988.

____.; LAJOLO, M. Literatura infantil: história & histórias. São Paulo: Ática, 1999.

 

 

SIMPÓSIO 27B - LEITORES E LEITURAS NA CONTEMPORANEIDADE

 

Profa. Dra. Maria Eugênia Curado – UEG

Profa. Dra. Patrícia Trindade Nakagome – UnB

 

Endereço para envio de propostas: patricia.nakagome@gmail.com

 

 

Pode parecer, a princípio, que o título do simpósio “Leitores e leituras na contemporaneidade” não dialoga com as “identidades silenciadas” enfocadas no presente Congresso Internacional. Apesar disso, esperamos mostrar como os diferentes leitores e as diferentes formas de leitura, quando desviantes dos referenciais acadêmicos estabelecidos, estão muitas vezes silenciados no campo literário. Nesse sentido, são válidas as observações de Compagnon, que, em Demônio da Teoria (2006), aponta sempre ter havido certa “desconfiança” em relação ao leitor, de modo que ou se optava por ignorá-lo, ou por formular uma teoria “como uma disciplina da leitura ou uma leitura ideal” (2006, p.143). Tal afirmação dialoga com o leitor-modelo, postulado por Eco (1988), o qual não esgota o caráter plural do fenômeno da leitura. Assim, para ocuparmos com diferentes vozes esse espaço mais silencioso dos estudos literários, convidamos pesquisadores a apresentarem trabalhos de cunho teórico ou prático que problematizem os lugares da leitura disputados na contemporaneidade. Propomos alguns eixos de debate, que norteiam, mas não esgotam, os limites do simpósio: 1) análise de obras de grande apreço junto ao público, mas de pouca importância para a crítica literária; 2) discussão de modos alternativos de leitura, como os realizados no meio digital, marcados no corpo do leitor etc; 3) a representação do não-leitor, a voz daquele que nega a literatura; 4) análise de aspectos silenciados na leitura crítica: emoções, afetos, imaginação etc; 5) a voz do leitor empírico e seu distanciamento em relação à crítica acadêmica; 6) o ensino e a mediação de leitura literária; 7) a materialização do texto literário como determinante do leitor contemporâneo; 8) análise literária sob a perspectiva dos estudos comparados com mídias audiovisuais, pictóricas, musicais, performáticas entre outras.

 

Palavras-chave: Leitura. Leitura literária. Campo literário. Crítica literária.

 

Referências bibliográficas

ECO, Umberto. Lector in fabula. São Paulo: Perspectiva, 1988.

COMPAGNON, Antoine. Demônio da Teoria. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2016.

 

 

SIMPÓSIO 28 – SEU ESPAÇO PRÓPRIO: ALTERIDADE NA LITERATURA FEMININA

 

VALDIVIA S. BEAUCHAMP

Professora,  Fundadora e Presidente da

EURO-AMERICAN WOMEN WRITERS, INC

 

E-mail para envio de propostas: beauchampval@gmail.com

 

A literatura feminina como construção cultural, continua procurando seu espaço próprio apesar de sua Alteridade ser discutida em estudos de antropologia cultural, e de sociologia.                                     

Este projeto tenta refletir sobre a importância de se ​compreender os textos literários da literatura feminina, sem rótulos, ou seja sem conotações políticas e sociológicas, que em geral​ são associadas​ às “lutas”​feministas, e esta literatura em particular,  traz o sujeito de enunciação consciente( que é o ego da autora lutadora), Luiza Lobo afirma.                                    

Depois do apogeu da literatura feminista, entendemos que a  literatura feminista, não só atingiu um novo público de autores e leitoras femininas, como também nos mostras outros aspectos de alteridade.    

Encontramos várias pesquisas feitas por críticos literários sobre a alteridade na literatura da autora feminina, pesquisas que foram discutidas diligentemente. Questiona-se hoje se o fator alteridade,  tornou-se a base da literatura feminina.

 

PALAVRAS CHAVES:LITERATURA  FEMININA / CONSTRUÇÃO CULTURAL / ALTERIDADE / ESPAÇO

 

RERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ​:

           

​          ARRUDA, Angela​.(Organizadora).   "Representando a Alteridade”.  

                           Ed. Vozes, Petrópolis, 1998, .

 

         BERUTTI, Elaine Borges. " Feminismos, identidades, 

                           comparativismos": Vertentes nas literaturas de

                           língua inglesa.Ed. Caetés, RJ,2005.

 

         CHOPIN, Kate. “Complete novels & stories”. Ed. Louisiana state Press,  

                            1969.

 

          DALCASTAGNE,Regina. "Ver e Imaginar o outro": 

                           alteridade, desigualdade, violência na literatura 

                           brasileira contemporânea. Ed. Horizonte, SP,2008

 

ECKERT-Hoff e Maria José Rodrigues Faria Coracini 

                           (organizadoras). " Escritura de si e alteridade no

                           espaço papel-tela": Alfabetização,

                           formacao de professores, línguas materna e estrangeira,

                           Ed.Mercado das Letras., SP, 2010.

 

           GROLLI, Dorilda. "Alteridade Feminino".Ed. Nova Harmonia

                           São Leopoldo, RGS, 2004.

 

           HORTA, Ana Paula Beja. "A Construção da Alteridade":

                          Nacionalidade, Políticas de Imigração e Acção 

                          coletiva Migrante na Sociedade Portuguesa Pós-

                          Colonial. Ed. Fundação Calouste Gulbenkian, 

                          Portugal, 2004.

DE JESUS, Carolina Maria. " Quarto de Despejo". Ed. 11a.,

                           Cromosete Graf, e Editora LTDA, SP, 2004.                                               

 

            LISPECTOR, Clarice. "A Hora da Estrela". Ed. Rocco LTDA, (Edição  

                           com manuscritos e ensaios inéditos). RJ, 2017.

 

            LEVINAS, Emmanuel. "Entre Nós": Ensaios sobre a

                           Alteridade. Ed. Vozes, Petrópolis, RJ,2016.                                         

 

            LOBO, Luiza. " Crítica sem Juízo". Ed. Francisco Alves, RJ, 

                           1993.

 

            VASCONCELOS, Lisa. "Vertigens do Eu": Autoria, 

                             alteridade e autobiografia na obra de Fernando

                             Pessoa. Ed. Relicário, Lisboa, 2013.

 

 

 

SIMPÓSIO 29 – IDENTIDADES E ITINERÂNCIAS NO ROMANCE HISTÓRICO DE LÍNGUA PORTUGUESA: FORMA LITERÁRIA E MATÉRIA ÍNDICO-ATLÂNTICA

 

Edvaldo A. Bergamo

Doutor em Letras pela UNESP/Assis

Professor da UnB

 

Rogério Max Canedo Silva

Doutor em Literatura pela UnB

Professor da UFG

 

E-mail para envio de propostas: edvaldobergamo@gmail.com

 

Para o filósofo marxista Gyorgy Lukács, a nova concepção histórica foi um fator decisivo para a conformação do romance no século da era das revoluções, o que possibilitou a criação e desenvolvimento de uma forma literária específica destinada a captar o tempo precedente como movimento contínuo que interfere na vida corrente. A composição ficcional em questão tornou-se uma projeto artístico supranacional de conhecimento e de desvelamento de uma realidade específica de antanho, incógnita ou encoberta, ou de um outrora ignoto a ser reexaminado sob bases ideológicas renovadas, de sorte que literatura e história passam a ser aliadas na busca de um singular modo de analisar e interpretar os tempos idos, concebidos e vivenciados como um pretérito que não findou totalmente, pois intervém na dinâmica da cena cotidiana, sendo assim, passível de ser plasmado e configurado em distintos escopos humanistas. O romance histórico de língua portuguesa em particular, da era romântica à contemporaneidade, na África, na América e/ou na Europa, mimetiza, em diferentes obras, com alcances estéticos diversos, os primórdios da nacionalidade ibérica na Idade Média, os impasses da colonização americana e africana em condições mercantilistas e imperialistas, os embates brasileiros pela emancipação política no século XIX, a tenacidade da luta pela independência total da África no pós-guerra e a derrocada final do esclerosado domínio colonial lusitano de longeva memória atlântica e índica. Destarte, este simpósio tem por objetivo analisar e debater narrativas de extração histórica de nossa comunidade linguística, de ontem e de hoje, que figurem, especialmente, relevantes questões identitárias atinentes à formação nacional, à multiplicidade cultural e étnica, à colonização, à descolonização, à dissolução de pretensos sonhos imperiais, etc, circunscritas a típicos contextos periféricos resultantes do agitado movimento do capital internacional no sistema-mundo globalizado, ao menos desde a centúria dos descobrimentos.

 

Palavras-chave: identidades; itinerâncias, romance histórico; colonização e descolonização; estudos índico-atlânticos.

 

Bibliografia:

ANDERSON, Perry. Trajetos de uma forma literária. Novos Estudos CEBRAP, São Paulo, n. 77, p. 205-220, mar. 2007.

BENJAMIN, Walter. Sobre o conceito de história. In: Obras escolhidas: magia e técnica, arte e política. Trad. de Sérgio Paulo Rouanet. São Paulo: Brasiliense, 1985.

JAMESON, Fredric. O romance histórico ainda é possível? Novos Estudos CEBRAP, São Paulo, n. 77, p. 185-203, mar. 2007.

LUKÁCS, Gyorgy. O romance histórico. Trad. de Rubens Enderle. São Paulo: Boitempo, 2011.

PRIETO, Celia Fernández. Historia y novela: poética de la novela histórica. Barañáin: EUNSA, 1998.

SANCHES, Manuela Ribeiro (org.). Deslocalizar a Europa: antropologia, arte, literatura e história na pós-Colonialidade. Lisboa: Cotovia, 2005.

 

 

 

SIMPÓSIO 30: ESTÉTICA, IDEOLOGIA E CLASSE TRABALHADORA

 

 

2) Nome, titulação e Instituição dos Organizadores:

Dr. Cássio da Silva Araújo Tavares (Universidade Federal de Goiás)

Dr. Gustavo Abílio Galeno Arnt (Instituto Federal de Brasília)

 

Email para envio de propostas: 1890233@etfbsb.edu.br

 

3) Resumo da proposta do Simpósio

 

Este simpósio tem como objetivo principal debater temas relacionados a estética, ideologia e formação da classe trabalhadora, seja enfatizando o caráter específico de cada uma dessas esferas, seja priorizando seus pontos de contato e relações recíprocas.  Temos especial interesse em travar diálogo com trabalhos que focalizem tópicos como os seguintes:

 

  • Literatura/artes, história e dialética;

  • Ideologia da estética;

  • Crítica marxista da literatura e das artes;

  • Relações entre estética, ideologia e a classe trabalhadora;

  • Literatura, artes e sociedade;

  • Cultura, hegemonia e contra-hegemonia e formação da classe trabalhadora

 

4) Palavras-chave: Estética; Ideologia; Classe trabalhadora; Política; Arte.

 

5) Referências Bibliográficas

 

ADORNO, Theodor. Teoria Estética. Tradução: Artur Morão. Lisboa: Edições 70, 2008.

______. “A indústria cultural: o iluminismo como mistificação das massas”. In: _____. Dialética do esclarecimento. Trad. Guido Almeida. Rio de Janeiro: Zahar, 1985.

BENJAMIN, Walter “Prólogo crítico e epistemológico” . In: A origem do drama barroco alemão. São Paulo: Brasiliense, 1984.

______. “O autor como produtor”. In: ______. Magia e técnica, arte e política. Tradução: Sérgio Paulo Rouanet. 7ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1994.

BOURDIEU, Pierre. A distinção: crítica social do julgamento. Trad. Guilherme Teixeira; Daniela Kern. São Paulo: Edusp. Porto Alegre: Zouk, 2007.

BÜRGUER, Peter. Teoria da Vanguarda. São Paulo: Cosac Naify, 2012.

CANDIDO, Antonio. Literatura e sociedade. Rio de Janeiro: Ouro sobre azul, 2006.

EAGLETON, Terry. A ideologia da estética. Tradução: Mauro Costa. Rio de Janeiro: Zahar, 1993.

______. Marxismo e crítica literária. São Paulo: Unesp, 2011.

GRAMSCI, Antonio. Concepção dialética da história. 3ª ed. Tradução: Carlos Nelson Coutinho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978.

HEGEL, G.F. Cursos de estética. 4v. Tradução: Marco Aurélio Werle. São Paulo: Edusp, 2001.

IASI, Mauro L. O dilema de Hamlet: o ser e o não ser da consciência. São Paulo: Viramundo, 2002.

______. As metamorfoses da consciência de classe. São Paulo: Expressão Popular, 2006.

MANFREDI, Sílvia Maria; Stein, L. M.; Wander, C. (Orgs.) . Formação e Educação Popular no Brasil. Araquara: UNESP, 1998.

MANFREDI, Sílvia Maria. Em Busca de uma proposta metodologica em sintonia com uma Educação Popular para a emancipação. Contexto & educação. Ijuí, RS, v. 2, n.4/6, p. 47-52, 1986.

MARX, Karl; ENGELS, F. Ideologia alemã. São Paulo: Boitempo, 2007.

______. Textos sobre Educação e Ensino. São Paulo: Centauro, 2004.

______. Cultura, arte e literatura: textos escolhidos. Tradução: José Paulo Netto e Miguel Yoshida. São Paulo: Expressão Popular, 2010.

PEDROSA, Mário. Política das Artes. São Paulo: Edusp, 1995.

SZONDI, Peter. Teoria do drama moderno: 1880-1950. Tradução: Luiz Sérgio Repa. São Paulo: Cosac & Naify, 2011.

WANDERLEY, Luiz Eduardo W. Educação popular: metamorfoses e veredas. São Paulo: Cortez, 2010.

WILLIAMS, Raymond. Marxismo e literatura. Tradução: Waltensir Dutra. Rio de Janeiro: Zahar, 1979.

 

 

 

SIMPÓSIO 31 - O PROBLEMA DO REALISMO LITERÁRIO EM CONTEXTO PERIFÉRICO

 

Juan Rojas (Doutor em Literatura, Universidade de Brasília)

Daniele Rosa (Doutora em Literatura, Instituto Federal de Brasília)

 

Email para envio de propostas: 1657647@etfbsb.edu.br

 

Resumo:

 

Este Simpósio, intitulado “O problema do realismo literário em

contexto periférico”, tem por objetivo debater a relação entre literatura e vida

social na América Latina, especialmente a articulação entre a experiência

periférica e a discussão sobre o realismo artístico. É importante ressaltar que

o conceito de realismo é entendido não como uma periodização literária, mas

como categoria estética com dimensão ontológica, como parte essencial da

formação do homem como ser social. Trata-se, então, de debater as relações

entre a vida social e a forma literária em regiões periféricas, contudo para

além da aparência das necessidades imediatas cotidianas, mas, entretanto,

por meio delas, alcançar o momento propício da realização da arte literária,

como forma estética que proporciona apreender a conexão entre a superfície

dessa imediatez e os processos contraditórios que atuam na essência da sua

história. Busca-se então debater como a forma estética, no contexto brasileiro

e hispano-americano, é capaz de torna-se conhecimento de uma realidade

desigual, devolvendo ao homem a possibilidade de enfrentar os limites

impostos pela desumanização em um mundo que se mostra hostil à arte e à

emancipação do gênero humano. Nesse sentido, este Simpósio propõe

congregar trabalhos que abordem estudos teóricos e críticos de autores

latino-americanos, seja em análises críticas de obras em particular ou de

proposições de comparação entre autores de língua portuguesa e espanhola,

tendo como chave metodológica o conceito de realismo. Assim, dentro desse

escopo, esperam-se trabalhos que: 1) contemplem leituras teóricas ou

críticas de autores de expressão portuguesa; 2) explorem aspectos teóricos

sobre o realismo literário; 3) abordem, de forma comparada, autores de

expressão portuguesa e espanhola, no âmbito da América Latina. Considerase,

portanto, a complexidade e premência deste tema para a atualidade, e,

por isso, pretende-se um debate sobre a literatura produzida em regiões

periféricas em relação à atualidade do conceito de realismo como chave

crítica para as literaturas na América Latina, a fim de compreender a relação

sempre dialética entre a realidade social e as formas artísticas.

 

Palavras-chave: América Latina, Realismo, Forma, Conteúdo

 

Referências

ANDERSON, Perry. Trajetos de uma Forma Literária. In: Novos Estudos

CEBRAP, n. 77, mar., 2007.

BASTOS, Hermenegildo; ARAÚJO, Adriana de F. B. (Org.). Teoria e prática

da crítica literária dialética. Brasília: EdUnB, 2011.

CANDIDO, Antonio. Literatura e Sociedade. 8. ed. São Paulo: T. A. Queiroz,

2000. (Grandes nomes do pensamento brasileiro).

CARLI, Ranieri. A estética de Gÿorgy Lukács e o triunfo do realismo na

literatura. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2012.

COMPAGNON, Antoine. O demônio da teoria. Literatura e senso comum.

São Paulo: Humanitas, 2006.

JAMESON, Frederic. Marxismo e Forma. Tradução de Lumna Maria Simon et

al. São Paulo: Editota Hucitec, 1985. (Em defesa de Georg Lukács).

______. O romance histórico ainda é possível? In: Novos Estudos CEBRAP,

n.77, mar., 2007.

LUKÁCS, Georg. Estética. Traducción de Manuel Sacristán. Barcelona;

México: Ediciones Grijalbo S.A., 1966.

RAMA, Ángel. Dez problemas para o romancista latino-americano. In:

AGUIAR, Flávio; VASCONCELOS, Sandra Guardini T. (Org.). Ángel Rama:

literatura e cultura na América Latina. São Paulo: Edusp, 2001.

ROSA, Daniele; VALE, Fabiano. Forma estética e consciência histórica:

prática de crítica literária dialética. Curitiba: Blanche, 2015.

TERTULIAN, Nicolas. Georg Lukács – etapas de seu pensamento estético.

São Paulo: Unesp, 2008.

WILLIAMS, Raymond. Marxismo e literatura. Tradução de Waltensir Dutra.

Rio de Janeiro: Zahar Editores S.A., 1979.

 

 

 

SIMPÓSIO 32 - NEOLIBERALISMO E GLOBALIZZAZIONE, WORLD LITERATURE E POST-COLONIALISMO

 

Antonia Ruspolini

Email para envio de propostas: a.ruspolini@gmail.com
 

 

Globalizzazione e neoliberalismo sembrano essere diventati, ormai, parti integranti di quel fenomeno ampio e complesso e di sdrucciolevole essenza che è la post-modernità, essendone, allo stesso tempo, ingranaggi di significazioni e riconfigurazioni simboliche che assumono le forme sia di cause che di effetti.

Decadi sono passate dalle prime teorizzazioni di Friederich von Heyek e Milton Friedman e le critiche a un sistema di ordine mondiale che ha stravolto e sconquassato i (dis)equilibri globali non sono mancate. Pierre Bourdieu, infatti, ne The Essence of Neoliberalism (1998) delineando questa ideologia, afferma che esso appare come una macchina infernale le cui necessità lo costringono a imporsi sugli stessi potenti che lo impugnano, un programma di metodica distruzione delle collettività. L’amministrazione Reagan e Thatcher la hanno messo in campo e da quel periodo il neoliberalismo è diventano globale, un’alleanza intercontinentale, i cui effetti sulla cultura e sul mondo delle scienze umane sono tanto nefasti quanto tangibili. Esso, infatti, perpetra l’idea che l’unico vero progresso e successo sia quello traducibile in flussi di denaro e scambi di valute e, soprattutto, propaga il concetto secondo cui la vita umana stessa sia soggetta non a leggi etiche ma a leggi di mercato e giochi di potere, di bio-potere, appunto.

Jeremy Rifkin, in The Age Of Access: The New Culture of Hypercapitalism, Where All of Life Is a Paid-For Experience afferma: «When all forms of communication become commodities, then culture, the stuff of communications, inevitably becomes a commodity as well» (Rifkin, 2000: 140). Nelle sue parole è, quindi, facile comprendere come la cultura e, di conseguenza, le sue manifestazioni e gli studi ad essa riferiti, siano oggetto di una manipolazione bio-politica complessa, tentacolare e di difficile individuazione.  Una notevole difficoltà è caratterizzata dal fatto che nell’ambito dei cultural studies in genere e dello studio letterario, i termini globalizzazione e neoliberalismo sembrano aver assunto contorni così simili e coincidenti da risaltare agli occhi di alcuni come sinonimi.

Forse, tuttavia, una exit strategy per il tentativo di, se non risolvere, quanto meno illuminare il problema di questo infausto binomio globalizzazione-neoliberalismo è la letteratura.

Il fine di questo simposio è proprio quello di andare a illustrare come la letteratura possa porre un argine a questo dilagare omogenizzante non solo di produzioni culturali ma anche di pensiero culturale alla base di ogni creazione e di idealizzazione.

In un’epoca in cui il mito goethiano di una Weltliteratur sembra sempre più concretizzabile in termini di planetarietà, come definisce la Spivak in Morte di una disciplina, è interessante riflettere sul concetto stesso di World Literature e di come esso si possa porre sia come risultante di pratiche globalizzanti derivate da intrusive imposizioni commerciali o se invece si possa vedere in questo concetto una possibilità di resistenza e rivalsa di specificità e diversità caratterizzanti il locale nel globale di quelle collettività distrutte a cui faceva riferimento Bourdieu. Tale riflessione sarebbe, parimenti, un’occasione per meglio definire l’intenzionalità del progetto letterario a livello, appunto, planetario, non nel senso di universalistico e agglutinante a oltranza, come dice Guillén (2008), ma omnicomprensivo.

 

Parole chiave: Globalizzazione, Neoliberalismo, World Literature, Post-Colonialismo, Glocal

 

Riferimenti Bibliografici:

 

BOURDIEU, P.; The Essence of Neoliberalism, Le monde diplomatique, https://mondediplo.com/1998/12/08bourdieu, 1998

CHOMSKY, N.; World Orders Old and New, Columbia University Press, 1994

CHOMSKY, N.; Global Contradictions: Answers to Key Political Questions of Our Time, Common Courage Pr, 1997

FOUCALUT, M.; Lectures series at the Collège de France (1975-76 Society Must be Defended; 1977-78 Security, Territory Population; and 1978-79 The Birth of Biopolitics)

FOUCAULT, M.; The Will to Knowledge: The History of Sexuality Volume 1, 1976

JAMESON, F.; Postmodernism, or, The Cultural Logic of Late Capitalism, Verso Books, 1990

JAMESON, F.; The geopolitical aesthetic, Indiana University Press, 1992

JAMESON, F.; The Cultures of Globalization, Duke University Press, 1998

MCGUIGAN, J.; Modernity and Postmodern Culture; McGraw-Hill Education (UK), 2006.

MCGUIGAN, J.; Neoliberal Culture, Palgrave McMillan, 2014

RIFKIN, J.; The Age Of Access: The New Culture of Hypercapitalism, Where All of Life Is a Paid-For Experience, Tarcherperigree, 2001

RIFKIN, J.; The Empathic Civilization: The Race to Global Consciousness in a World in Crisis, Penguin, 2009

SPIVAK, G. C.; Morte di una disciplina, Meltemi, 2003

 

 

SIMPÓSIO 33 - Gêneros Especulativos e Interfaces: Reflexões sobre Discurso e Identidade na Era Digital

 

 

 

CoordenadoraS:  Dra. Naiara Sales Araújo Santos ( UFMA)

Michelle de Sousa Bahury (IFMA)

 

 

Discussões em torno da identidade do homem na pós-modernidade tem sido recorrente no meio acadêmico tanto no campo linguísticos quanto literário. No âmbito linguístico, por exemplo, o discurso do professor de línguas tem sido moldado pelos avanços tecnológicos e pelos efeitos destes. No âmbito literário, os gêneros especulativos e suas interfaces ainda apresentam um número tímido de estudos acadêmicos quando comparados com outros gêneros. Durante décadas, a ficção científica brasileira sofreu com a ideia de que um país de Terceiro Mundo não poderia autenticamente produzir tal gênero; o mesmo se pode dizer da literatura fantástica mais associada a escritores estrangeiros tais como C. S. Lewis, J. R. R. Tolkien e Edgar Allan Poe. Embora sejam considerados gêneros populares, ainda são poucas as discussões e produções acadêmicas que focam nesses dois universos literárias, ainda que alguns dos seus praticantes sejam figuras literárias bem estabelecidas, como Lígia Fagundes Telles, Dinah Silveira de Queiroz, o poeta André Carneiro e maranhenses como Coelho Neto e Aluísio Azevedo, dentre outros. O primeiro estudo de ficção científica brasileira figura em Introdução a uma História de Ficção científica (1987), de Léo Godoy Otero, que tenta enumerar e analisar trabalhos que poderiam ser classificados como ficção científica brasileira, vindo desde a virada do século até meados da década de 1980. Segundo Otero (1987, p.185), nenhuma obra no estrito conceito de ficção científica foi escrita em épocas anteriores aos anos 30, como se deu na Europa através de Wells e Júlio Verne. Entretanto, recorrendo-se ao passado, consegue-se antolhar precursores, sob o mesmo processo elástico empregado para se identificar convergências eventuais da pré-história da ficção científica com a moderna. Este simpósio tem como objetivo levantar discussões acerca do discurso e da formação identitária do homem na pós-modernidade bem como analisar as figurações dos gêneros especulativos no Brasil e no mundo, levando em consideração suas relações com outras formas de representação tais como cinema, música e vídeo game, dentre outras.

 

Palavras-chave: Discurso; Identidade; gêneros especulativos; Interfaces; representações.

 

SIMPÓSIO 34 - LITERATURA ITALIANA TRADUZIDA NO SISTEMA CULTURAL BRASILEIRO NO SÉCULO XXI: DO CÂNONE À MARGEM?

 

Andréia Guerini (UFSC/CNPq)

Karine Simoni (UFSC)

Email para envio de propostas: andreia.guerini@gmail.com

 

 

 

A relação entre o Brasil e a Itália é antiga e foi se desenvolvendo de forma bastante intensa ao longo dos séculos, conforme descrito por Sergio Buarque de Holanda em “A contribuição italiana para a formação do Brasil” (2002). Essa relação acontece em diferentes campos e pode ser verificada, por exemplo, na quantidade de obras traduzidas. Segundo os dados do Index Tranlsationum, no período entre 1997 e 2007, o Brasil traduziu da Itália quatro vezes o que a Itália traduziu do Brasil, o que parece confirmar algumas das formulações de Even-Zohar (2013) quando diz que países periféricos, com culturas em formação ou mais recentes, tendem a importar mais textos traduzidos. É a partir da presença italiana no Brasil que este simpósio pretende discutir como a literatura italiana vem sendo traduzida no sistema cultural brasileiro no século XXI: quais são os autores, quem são os tradutores, o que traduzimos, quem traduzimos, o gênero literário predominante, as editoras. São vozes marginalizadas ou canonizadas do sistema literário italiano? Essa pergunta pode ganhar força se pensarmos que os dez autores italianos mais traduzidos no Brasil, segundo os dados do Index Tranlsationum, são todos homens (Calvino, Eco, Dante, Carlo Ginzburg, Alberto Moravia, Pirandello, Camilleri, Buzzati, Sciascia, Tabucchi), com obras consagradas no cânone literário italiano. Como poderíamos justificar a ausência feminina nessa lista? Será que o século XXI tem apresentado alguma voz dissonante?  

 

Palavras-chave:  Itália, Brasil, Teoria dos polissistemas, sistemas literários, História da tradução.

 

Bibliografia:

 

EVEN-ZOHAR, Itamar. Teoria dos polissistemas. Traduzido por Luis Fernando Marozo, Carlos Rizzon e Yanna Karlla Cunha. Revista Translatio, Porto Alegre, 4, p. 2-21, 2013a. Disponível em: <http://www.tau.ac.il/~itamarez%20/works/papers/trabajos/Portugues/Even-Zohar_2013--Teoria%20dos%20polissistemas.pdf>. Acesso em: 20 de abril de 2016.

 

______. Papers in Culture Research. Tel Aviv: Unit of Culture Research, Tel Aviv University, 2010. Disponível em: <http://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/download?doi=10.1.1.477.787&rep=rep1&type=pdf>. Acesso em: 17 de maio de 2016.

 

______. Polysystem Studies. In: Poetics Today, v. 11, n. 1, Durham, Duke University Press, 1990. Disponível em: <http://www.tau.ac.il/~itamarez/works/books/ez-pss1990.pdf>. Acesso em: 20 de abril de 2016.

 

 

GUERINI, Andréia. La traduzione in Brasile negli ultimi trent’anni. Breve storia e tendenze. 2003. Disponível em: <http://www.intralinea.org/archive/article/La_traduzione_in_Brasile>. Acesso em: 5 de junho de 2016.

 

HOLANDA, Sérgio Buarque de. A contribuição italiana para a formação do Brasil. Tradução de Andréia Guerini. Florianópolis: NUT/NEIITA/UFSC, 2002.

 

INDEX TRANSLATIONUM. Disponível em: <http://www.unesco.org/xtrans7

 

PONT, Stella Rivello da Silva dal. Cânone em tradução: três décadas de conexões literárias entre Brasil e Itália (1977-2007). Florianópolis: Pós-Graduação em Estudos da Tradução, da Universidade Federal de Santa Catarina. Disponível em: <http://www.pget.ufsc.br/curso/teses/Stella_Rivello_da_Silva_-_Tese.pdf

 

TORQUATO, Carolina Pizzolo. Breve estudo sobre a literatura brasileira na Itália: traduções entre 1882 e 1996. In: Fragmentos: Revista de Língua e Literatura Estrangeiras, Florianópolis, v. 33, dez. 2007. Disponível em: <https://periodicos.ufsc.br/index.php/fragmentos/article/view/8693/8022>. Acesso em: 8 de outubro de 2016.

 

 

 

SIMPÓSIO 35 - BAIANIDADES: TERRITÓRIOS NO MUNDO

 

Professor Doutor Gildeci de Oliveira Leite (UNEB) gildeci.leite@gmail.com

Professor Doutor Ricardo Tupiniquim Ramos (UNEB) tupinikim@msn.com

 

 

Diversos aspectos de culturas baianas povoam o imaginário, obras artísticas em língua portuguesa e em outros idiomas. Por isso, neste simpósio, pretende-se discutir percepções de baianidades em trabalhos intelectuais, em geral, e em obras artísticas em prosa e/ou verso (textos literários, audiovisuais e cancioneiro popular), considerando possibilidades intersemióticas ou não. Em sua conferência no I SINBAIANIDADE (Simpósio Internacional de Baianidade), Muniz Sodré (2011) explicou que a baianidade traduz um modo de ser e de estar no mundo. Compreende-se, portanto, que aspectos da baianidade ou de baianidades podem ser vistos não apenas no cotidiano de pessoas residentes na Bahia, como também por onde alguma vertente da cultura baiana possa territorializar. Por outro lado, é necessário dizer que a baianidade não se reduz ao modo de ser e de compreender o mundo apenas das pessoas do Recôncavo Baiano, mas dos diversos territórios de identidade do espaço geopolítico chamado Bahia (Cf. RUBIM, 2017) e por onde essas identidades possam se propagar. Desta forma, ter-se-iam baianidades – identidades, incialmente, construídas ou reelaboradas na Bahia, habitáveis dentro ou fora do Brasil: quando há expressões de samba, baiana de acarajé, trio elétrico, candomblé, boiadeiros, carrancas do Rio São Francisco ou Pai Inácio, por exemplo, em alguma parte do mundo, há ali algum ou alguns territórios de baianidades. Afinal, como o território “[...] traça limites, especifica o lugar e cria características que irão dar corpo à ação do sujeito” (SODRÉ, 2002, p.23), podem ser encontrados diversos modos de baianidades em linguagens artísticas, que explicarão diálogos, silenciamentos e/ou aparições da cultura brasileira dentro e fora do Brasil. Assim, atenta-se para diversos modos da Bahia estar no mundo, levando em consideração representatividades do estado que abrigou a primeira capital de língua portuguesa nas Américas.

 

Palavras-Chave: baianidades – identidades – literatura – audiovisual – letras de música

 

REFERÊNCIAS

 

CHAUÍ, Marilena. Cultura e racismo: aula inaugural na FFLCH – USP em 10.03.1993. Revista Princípios. São Paulo, n. 29, p.10-16, jun./jul.1993.

LEITE, Gildeci de Oliveira. EDISON CARNEIRO, BIOGRAFEMAS:

POESIA, SAMBA E CANDOMBLÉ. 03.05.2017. 451f. Tese (Doutorado em Difusão do Conhecimento). Faculdade de Educação, Universidade Federal da Bahia, Salvador. 2017.

RUBIM, Albino. Políticas Culturais e novos desafios. Disponível em: http://www.matrizes.usp.br/index.php/matrizes/article/viewFile/106/170. Data de Acesso 12.01.2014.

RUBIM, Albino. Agentes culturais: delimitações e contextos de atuação. Salvador: SECULT-Bahia, 2017.

SODRÉ, Muniz. O terreiro e a cidade. Rio de Janeiro: Imago; Salvador: Fundação Cultural do Estado da Bahia, 2002.

SODRÉ, Muniz. Baianidade. Seabra: I SINBAIANIDADE (Simpósio Internacional de Baianidade). Vídeo (50 min). Universidade do Estado da Bahia (UNEB), 2011.

 

 

 

SIMPÓSIO 36 – MONÓLOGO DRAMÁTICO E OUTRAS FORMAS DE FICCIONALIZAÇÃO DA VOZ POÉTICA

 

Prof. Dr. Vagner Camilo (USP)

Prof. Dr. Alexandre Pilati (UnB)

 

E-mail para envio de propostas: alexandre_pilati@yahoo.com.br

 

Resumo: O presente Simpósio inscreve-se dentro do projeto de pesquisa “Endereçamento e lugares de fala na poesia brasileira”. O tema do "endereçamento lírico" é recorrente no debate crítico francês, com ecos esporádicos na crítica literária brasileira. Trata-se de uma proposta de investigação mais ampla e sistemática que contemple algo menos explorado no debate francês: certa abertura para o histórico e o social, ao se examinar o estatuto dos agentes e das figuras envolvidas na interlocução poética. Nesse sentido, o Simpósio busca repor em bases mais materialistas as questões que costumeiramente tendemos a formular quando imersos no trabalho literário: a quem o poeta se dirige? Como ele figura seu interlocutor no poema? Ao mesmo tempo, como ele marca seu lugar de fala? Que tipo de relação isso implica? As relações instituídas no discurso poético são simétricas? A voz poética reflete sobre isso na própria escrita? O “eu” pode falar pelo outro? De que modo? Em suma, a contribuição da investigação residiria no tensionamento desse nervo social, articulando os dois pontos da comunicação poética: o da produção e o da recepção. O Simpósio, portanto, versará sobre a ficcionalização da voz enunciadora na poesia brasileira ou em língua portuguesa. Embora saibamos que a primeira pessoa do discurso poético, por mais que incorpore elementos biográficos, é sempre construída, interessa-nos aqui partir das formas mais radicais de ficcionalização e outros modos de desdobramento dramático, nos quais o “eu” criado pode ou não estar em consonância com a visão de mundo do poeta.

 

Palavras-chave: poesia; endereçamento lírico; monólogo dramático; ficcionalização da voz poética.

 

Referências Bibliográficas:

COMBE, Dominique. “A referência desdobrada: o sujeito lírico entre ficção e autobiografia". (trad. V. Camilo e I. Mesquita).  Revista da USP. São Paulo, n.84, p. 112-128, dezembro/fevereiro 2009-2010 (http://www.revistas.usp.br/revusp/article/view/13790/15608)

CULLER, Jonathan. Theory of the lyric. Cambridge/London: Harvard University Press, 2015.

RABATÉ, Dominique (org.). Figures du sujet lyrique. Paris: PUF, 1996.

SINFIELD, Alan. Dramatic monologue. London: Methuen & Co., 1977.

SIMPÓSIO 37 – ESTUDOS FORMALISTAS DAS LÍNGUAS NATURAIS

 

Heloisa Moreira Lima-Salles

Doutora em Linguística

Universidade de Brasília - UNB

 

Rozana Reigota Naves

Doutora em Linguística

Universidade de Brasília - UNB

 

Eloisa Pilati

Doutora em Linguística

Universidade de Brasília - UNB

 

E-mail para envio de propostas: lefogunb@gmail.com

 

Resumo:

Este Simpósio reúne estudos que investigam a gramática das línguas naturais sob a perspectiva dos estudos linguísticos formalistas. O estudo formal de tais questões tem como referência o pressuposto, formulado originalmente por Noam Chomsky, de que a aquisição de língua é determinada pelo aparato da gramática universal (GU), um estado mental inato, que, no contato com o input linguístico, propicia o desenvolvimento de sucessivos estados mentais até que a gramática madura de uma língua particular seja alcançada (supostamente um estado mental estável).  Dessa abordagem, extraem-se questões relevantes para o entendimento das propriedades do conhecimento gramatical, bem como para a formulação de hipóteses em relação às condições que propiciam a variação e a mudança linguística. Em particular, daremos ênfase a pesquisas sobre a natureza das propriedades morfossintáticas dos sistemas gramaticais e sua manifestação variável nas diferentes línguas.

 

Palavras-chave: Linguística, Gramática formal, Gerativismo, Programa Minimalista

 

Referências

CHOMSKY, N. The Minimalist Program. Cambridge (MA): The MIT Press, 1995.

CHOMSKY, N. Knowledge of Language: Its Nature, Origin and Use. New York: Praeger, 1986.

CHOMSKY, N. Some concepts and consequences of the theory of government and binding. Cambridge (MA): The MIT Press, 1982.

CHOMSKY, N. Lectures on Government and Binding. Dordrecht: Foris, 1981.

SIMPÓSIO 38 – ENSINO DE PORTUGUÊS: LÍNGUA MATERNA, LÍNGUA DE HERANÇA E LINGUA ESTRANGEIRA

 

Nilma Dominique

Doutora em Linguística

Massachussets Institute of Techonlogy - MIT

 

Marcia Niederauer

Doutora em Linguística

Universidade de Brasília - UNB

 

Eloisa Nascimento Silva Pilati

Doutora em Linguística

Universidade de Brasília - UNB

 

E-mail para envio de propostas: eloisapilati@gmail. com

 

Resumo:

Este simpósio tem o objetivo de reunir pesquisas que abordem questões relacionadas ao ensino de Língua Portuguesa para diferentes públicos: português: como língua materna, como segunda língua e como língua de herança.  O objetivo geral do simpósio é discutir e comparar práticas que vêm sendo implementadas em diferentes contextos de ensino, promover o debate entre diferentes concepções teóricas e metodológicas acerca do ensino de Língua Portuguesa e reunir professores e pesquisadores que atuam nesses diferentes contextos a fim de promover a troca de conhecimentos e o avanço das pesquisas na área.

SIMPÓSIO 39 - LITERATURA CONTEMPORÂNEA E CRÍTICA DO EXÍLIO

 

Maria da Glória Magalhães dos Reis

Universidade de Brasília – UnB

Tarsilla Couto de Brito

Universidade de Goiás – UFG

Email para envio de propostas: gloriamagalhaes@gmail.com

Resumo:

 

Partindo de um diálogo que possibilite a troca de conhecimentos nas áreas em contato: Literatura Comparada; Estudos da Tradução; Literaturas da África; Teoria da Literatura; Teatro e Ensino, propõe-se discutir as relações entre essas áreas buscando promover um pensamento interdisciplinar e a pensar um “método do exílio”.

Da ruptura com uma definição engessada de tradição e com o espaço onde se consolidaram os costumes de uma comunidade, surge uma condição fundamental para o empréstimo do signo do exílio para uma perspectiva alternativa de produção do conhecimento (SAID, 2003, p. 59). Nesse território, o exilado deve se orientar tanto pelo distanciamento quanto pelo contato, fundamentos do que chamamos aqui de crítica e de tradução.

Nesse sentido, nossa proposta para este simpósio se volta para a criação de um espaço de reflexão sobre a literatura contemporânea que de alguma maneira dá voz àqueles que foram silenciados pelos movimentos migratórios, no intuito de compreender de que maneira essas vozes são, de fato, espaços relacionais que criam, graças ao descentramento inerente à condição do exílio. Nosso foco é estudar as formas estéticas da cultura como uma zona privilegiada do contato entre línguas e dizeres daqueles que se encontram à margem das realidades culturais da vida moderna e os procedimentos estéticos que evidenciam o caráter histórico dos objetos e desvelam, tal como o efeito de estranhamento de Brecht (ou efeito-V). De acordo com Jameson, o Verfremdungseffekt como método tem como objetivo “tornar algo estranho, fazer-nos olhar para isso com novos olhos, implica a existência de uma familiaridade geral, de um hábito que nos impede realmente de olhar para a coisas, uma forma de dormência perceptiva.” (JAMESON, 201, p. 64)

O território do exilado, compreendido enquanto aquele cuja voz foi marginalizada, obscurecida ou silenciada nos processos de mobilidade histórico-geográfica e econômico-social é, portanto, o território do não pertencimento, do distanciamento. A perspectiva do exílio desnaturaliza, dessa maneira, a tendência etnocêntrica de erigir os valores do Mesmo como referência e, ao mesmo tempo, denuncia a retórica da alteridade como demagogia.

 

Palavras-chave: Literatura contemporânea; estranhamento; exílio; tradução

Referências

JAMESON, F. Brecht e a questão do método. São Paulo: Cosac Naify, 2013.

SAID, E. W. Reflexão sobre o exílio e outros ensaios. Tradução de Pedro Maia Soares. São Paulo, Companhia das Letras, 2003.

II CONGRESSO INTERNACIONAL LÍNGUAS, CULTURAS E LITERATURAS EM DIÁLOGO: IDENTIDADES SILENCIADAS - 16 a 18 de agosto de 2018 - Universidade de Brasília - DF - Campus Universitário Darcy Ribeiro - Asa Norte - Brasília - Brasil

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