Relação de simpósios aprovados - 13 a 24

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

 

UNIVERSITÀ DEGLI STUDI DI PERUGIA

CILBRA – Centro Studi Comparati Italo-Luso-Brasiliani

 

UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS

 

INSTITUTO FEDERAL DE BRASÍLIA - IFB

 

 

CHAMADA DE INSCRIÇÃO DE SIMPÓSIOS

 

II Congresso Internacional

LÍNGUAS, CULTURAS E LITERATURAS EM DIÁLOGO: IDENTIDADES SILENCIADAS

 

Brasília, 16 - 18 de agosto de 2018

SIMPÓSIOS 13 a 24

 

** ATENÇÃO **

Estão disponíveis a relação de trabalhos e os resumos que vão compor os Simpósios que atingiram os critérios exigidos para a participação no Congresso:

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SIMPÓSIO 13 - POETAS MULHERES: AS VOZES DO FEMININO NA LÍRICA

 

Professora Doutora Goiandira Ortiz Fac. de Letras/UFG

Professora Doutora Tarsilla Couto de Brito Fac. de Letras/UFG

 

E-mail para envio de propostas: tarsillacouto@gmail.com

 

Resumo:

A presente proposta de simpósio filia-se ao projeto Apresentação da poesia goiana: de 1948 aos dias atuais conduzido pela Rede Goiana de Pesquisa em Leitura e Ensino de Poesia, com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa de Goiás – FAPEG. A Rede reúne professores-pesquisadores e alunos-pesquisadores da UFG, do IFG e da UEG. Esses pesquisadores estão inscritos no diretório de Pesquisa do CNPq em Leitura e Literatura; e em linhas de pesquisa como Poéticas da Modernidade e Estudos Culturais, Comparativismo e Tradução. O projeto tem como objetivo maior investigar a poesia goiana produzida de 1948 aos dias atuais. O campo de pesquisa abrange estudos bibliográficos do objeto e do corpus a ser investigado. O levantamento considera poetas que continuaram a publicar depois de 1948, marco da pesquisa, e poetas que iniciaram a partir dessa data até 2015.

Dentro desse recorte temporal e geográfico, a Rede vem propor, ao II Congresso Internacional Línguas Culturas e Literaturas em Diálogo, cujo eixo orientador são as “identidades silenciadas”, o estudo de POETAS MULHERES. Ao longo dos anos de pesquisa, a Rede identificou e estudou poetas mulheres goianas como Alcione GuimarãesAlice SpíndolaAngelica TorresAugusta FaroCássia Fernandes, Célia Siqueira ArantesCida AlmeidaCora CoralinaDarcy França DenófrioDenise GodoyDheyne de SouzaDiva GoulartElizabeth Caldeira BritoFernanda CruzGilka Bessa, Iêda SchmaltzLêda Selma, Leodegária de JesusLidia Arantes Borges, Livia Abrahão do Nascimento, Lourdes Teodoro, Márcia Maranhão de ContiMaria Abadia Silva, Maria Helena CheinMaria Lúcia Felix, Maria Luisa Ribeiro, Olga Curado, Safia dos Pireneus de GoiásSônia Ferreira, Sônia Maria Santos, Sônia SariseTeresa Godoy, Terezy Fleuri de Godoi, Vera Americano do BrasilYêda Schmaltz. Uma das constatações mais fáceis diz respeito à parca recepção crítica desse grupo. Daí a relevância da proposta que pretende expandir a dimensão goiana e, sem fazer restrições regionais ou históricas, convida a todos e todas estudiosos de POESIA DE AUTORIA FEMININA a virem apresentar seus resultados de pesquisa, compartilhando conosco as tendências, os desafios, as tensões, as contradições e limites dessa abordagem.

Assim, levando em consideração o critério irrevogável da POESIA DE AUTORIA FEMININA, este simpósio aceitará trabalhos com temas como o “mito do atraso”, “tradição X modernidade, “local X nacional”, “variedade da produção” (pela natureza da produção poética) e “diversidade” (pela natureza da fonte autoral); também os temas "sistema literário", "campo literário" e "cena literária" podem ser colocados em pauta. Com estofo de análise crítico-interpretativa articuladas à base teórico-crítica, que forma a área de atuação dos integrantes, o simpósio dará prioridade às pesquisas que atentem para: (a) os tópicos da lírica de autoria feminina, com o objetivo de análise do percurso das obras poéticas à luz das referências teóricas mais recentes como os estudos da subjetividade, da autoria, das formalidades estilísticas e imagéticas do poema, da relação poesia, vida e sociedade; (b) a recepção dos estudos da formação de leitor e do mediador, do ensino de poesia de autoria feminina; (c) a autoria feminina: estudos das fontes, influências e outros elementos do processo de criação; (d) os aspectos formais dos poemas: estudos da estilística, do verso, da imagem, do ritmo de autoria feminina; (e) a historiografia literária: estudos da identidade feminina em relação a uma estética, e o papel dessa estética mediando o vínculo entre a sociedade e a obra da poeta mulher.

Palavras-chave (até 5);

Poetas mulheres; Vozes femininas; Autoria feminina; Poesia feminina goiana.

Referências Bibliográficas:

ADORNO, Theodor. Palestra sobre lírica e sociedade. In___. Notas de literatura I. Tradução de Jorge M. B. De Almeida. São Paulo: Duas Cidades, 2012. p. 65-89

ANDRADE, Fábio. A transparência impossível: poesia brasileira e hermetismo.  Recife: Bagaço, 2010.

AGAMBEN, Giorgio. O que é o contemporâneo? In:___. O que é o contemporâneo? E outros ensaios. Tradução de Vinícius Nicastro Honesko. Chapecó, SC: Argos, 2009. p. 55-73

ASEGUINOLAZA, Fernando Cabo (Org.). Teorias sobre la lírica. Madrid: Arco/Livros, 1999.

BARBOSA, João Alexandre. As ilusões da modernidade. São Paulo: Perspectiva, 1986.

BAKHTIN, Mikhail. Arte e responsabilidade. In: ______. Estética da criação verbal. Trad. Paulo Bezerra. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2006. p. xxxiii-xxxiv.

______. O problema do autor. In: ______. Estética da criação verbal. Trad. Paulo Bezerra. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2006. p. 173-192.

______. O discurso na poesia e no discurso do romance. In: ______. Questões de literatura e de estética. Trad. Aurora Fornoni Bernardini et al. São Paulo: Hucitec/Annablume, 2002. p. 85-106.

BERARDINELLI, Alfonso. Da poesia à prosa. Tradução de Maria Betânia Amoroso. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

BOSI, Alfredo. O ser e o tempo da poesia. 8a. edição revista e ampliada. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. p. 19-47

BOURDIEU, Pierre. As regras da arte. Gênese e estrutura do campo literário. Trad. Maria Lúcia Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.

BRADBURY, Malcolm e MCFARLANE, James.(org.) Guia geral do Modernismo. Trad. Denise Bottmann.  São Paulo: Companhia das Letras, 1989.

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______. Formação da Literatura Brasileira: momentos decisivos. 8. ed. Belo Horizonte: Itatiaia, 1997; 12. ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006.

COLLOT, Michel. O sujeito lírico fora de si. Trad. Zênia Faria e Patrícia Souza Silva Cesaro. Revista Signótica. Revista do Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística e da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Goiás, Faculdade de Letras, Vol. 5 , n. 01, p. 1225-241, jan/jun. 2004.

COHEN, Jean. Estrutura da linguagem poética. Tradução de Álvaro Lorencini e Anne Arnichand. São Paulo: Cultrix, 1978. p.46-86.

ELIOT, T.S. Ensaios. Tradução de Ivan Junqueira. São Paulo: Art Editora, 1989.

FRIEDRICH, Hugo. Estrutura da Lírica Moderna. Tradução de Marise Curioni. São Paulo: Duas Cidades, 1978.

GIDDENS, Anthony. Modernidade e identidade. Trad. Plínio Dentzien. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002.

HAMBURGER, Michael. A verdade da poesia: tensões na poesia desde Baudelaire. Tradução Alípio Correia de Franca Neto. São Paulo: Cosac Naify, 2007.

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JAKOBSON, Roman. Linguística e comunicação. Trad. Izidoro Blikstein e José Paulo Paes. São Paulo: Cultrix, /s.d./

KRYSINSKI, Wladimir.  Questões sobre o sujeito e suas incidências no texto literário. Dialética da transgressão. Tradução de Ignácio Antônio Neis et al. São Paulo: Perspectiva, 2007. p. 51-67.

MAULPOIX, Jean-Michel.  Du lyrisme. Paris: Librairie José Corti, 2000.

MAN, Paul de. Poesia lírica e Modernidade. In: ___. O ponto de vista da cegueira. Trad. Miguel Tamen. Coimbra: Angelus Novus; Lisboa:Cotovia, 1999. p. 188-207.

MORICONI, Ítalo. Pós-modernismo e volta do sublime na poesia brasileira. In: PEDROSA, Celia; MATOS, Cláudia; NASCIMENTO, Evando. Poesia hoje. Rio de Janeiro: EDUFF, 1998.

NUNES, Benedito. Poesia Brasileira na década de 80. In: Novos estudos CEBRAP, nº 31. São Paulo, out. 1991.

PAZ, Octavio. Os filhos do barro. Do romantismo à vanguarda. Tradução de Olga Savary.Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. p. 17-35.

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SISCAR, Marcos. Poesia e crise. Ensaios sobre a “crise da poesia” como topos da Modernidade. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2010.

SUSSEKIND, Flora. Papéis colados. Rio de Janeiro: Editor da UFRJ, 2003.

WILLIAMS, Raymond. A produção social da escrita. Trad. André Glaser. São Paulo: Unesp, 2013.

______. Política do Modernismo. Trad. André Glaser. São Paulo: Unesp, 2011.

 

 

SIMPÓSIO 14 - A MULHER EM CENA NA IDADE MÉDIA: IDENTIDADES FEMININAS SOBREDETERMINADAS NO TEATRO DE GIL VICENTE

 

Pedro Carlos Louzada Fonseca

Ph. D. em Literaturas Românicas

Universidade Federal de Goiás

 

Márcia Maria de Melo Araújo

Doutora em Estudos Literários

Universidade Estadual de Goiás

E-mail para envio de propostas: pfonseca@globo.com

 

Resumo

 

Nas culturas ocidentais, como a portuguesa e tantas outras, que se formaram em decorrência de processos de “colonização” do gênero feminino pela ordem androcêntrica (AMORÓS, 1985, 1997; Actas, 1986; BRILHANTE, 2003), a história das mulheres constitui-se de uma longa litania de variadas, entre cômicas e sérias, representações femininas, das quais ressaltam-se, não raramente, as imagens das suas identidades tendenciosamente sobredeterminadas pelo ventriloquismo dos pronunciamentos masculinos (FONSECA, 2017). Tendo por base esse pressuposto, o simpósio aceitará trabalhos que investiguem a construção das personagens femininas no teatro de Gil Vicente (BERNARDES, 2008) e que possam discutir a procedência de ideologias e políticas comprometidas com as normatividades daquela ordem masculinista (FRAISSE, 1996; MALEVAL, 1995).

 

Palavras-Chave

Literatura medieval; teatro português; discurso do gênero; personagens femininas; Gil Vicente.

 

Referências bibliográficas

 AMORÓS, Celia. Hacia una crítica de la razón patriarcal. Madrid: Anthropos, 1985.

______. Tiempo de feminismo: sobre feminismo, proyecto ilustrado y postmodernidad. Madrid: Cátedra, 1997.

A mulher na sociedade portuguesa: visão histórica e perspectivas actuais. Actas do colóquio. Coimbra: Instituto de História Económica e Social da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 1986. 2v.

BERNARDES, José Augusto Cardoso. Gil Vicente. Lisboa: Edições 70, 2008.

BRILHANTE, Maria João (org.). Gil Vicente 500 anos depois: Actas do Congresso internacional realizado pelo Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Lisboa: Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 2003. 2v.

FONSECA, Pedro Carlos Louzada. Mulher e misoginia na visão dos Padres da Igreja e do seu legado medieval. Goiânia: Editora da PUC Goiás, 2017.

FRAISSE, Geneviève. La diferencia de los sexos. Trad. Horacio Pons. Buenos Aires: Manantial, 1996.

MALEVAL, Maria do Amparo Tavares. Rastros de Eva no imaginário ibérico (séculos XII a XVI). Santiago de Compostela: Laiovento, 1995.

 

 

SIMPÓSIO 15 – EDUCAÇÃO LITERÁRIA E FORMAÇÃO DO LEITOR NO ENSINO BÁSICO

 

Célia Sebastiana Silva – UFG – celia.ufg@hotmail.com

Ilma Socorro Gonçalves Vieira  – UFG – ilmasgv@gmail.com

Vivianne Fleury de Faria – UFG viviannefleury8@hotmail.com

 

Antonio Candido (2000) aponta como problema sério para o subdesenvolvimento dos países de cultura pré-colombiana a inexistência, dispersão e fraqueza de público disponível para a literatura e o seu agravamento ocasionado pelo analfabetismo e pela debilidade cultural. E em uma sociedade tão estratificada como a que se configura em grande parte de países latinoamericanos, a fruição de bens culturais também se estratifica, levando ao extremo, por exemplo, essa fraqueza de público disponível para a literatura. A escola tem papel fundamental no sentido de democratizar o acesso do aluno ao patrimônio literário e de promover a ampliação da capacidade leitora desse aluno, a partir de suas necessidades, valores e práticas sociais. É também nesse espaço que se poderia reverter o quadro de pouco acesso do público em geral aos bens culturais. E ainda, compreendendo a língua como manifestação social, cultural e histórica e cuja substância é constituída essencialmente como fenômeno social da interação verbal (BAKTHIN, 1995), faz-se importante refletir sobre a sua abrangência e a identidade – no caso da Língua Portuguesa - entre o conjunto de outras línguas espalhadas pelo mundo. A literatura é um importante meio de afirmação da identidade linguística de um povo e de exercício da língua como patrimônio coletivo (ECO, 2002). O propósito desse simpósio é, então, congregar pesquisadores que reflitam e investiguem sobre a relação entre a escola e a leitura literária em seus espaços de mediação, especialmente, na sala de aula; o ensino da literatura no Ensino Médio e a sua disciplinarização; a leitura de poesia na sala de aula; o papel do professor como leitor e como mediador da leitura literária; a leitura do texto literário em diálogo com outras artes; a literatura e a formação do aluno leitor em sua dimensão ética, estética, crítica e humana; a leitura de clássicos frente aos desafios das tecnologias modernas; o problema da divisão dos leitores em faixa etária; as escolhas de leitura literária feitas pelos alunos; a contribuição da literatura para formar a identidade cultural e linguística do aluno na escola.

Palavras-chave: Literatura. Ensino. Escola. Identidade. Leitura.

 

Referências

 

BAKHTIN, M. Marxismo e filosofia da linguagem: problemas fundamentais do método sociológico na ciência da linguagem. 7.ed. São Paulo: Hucitec, 1995.

CANDIDO, Antonio. A educação pela noite & outros ensaios. São Paulo: Ática, 2000.

ECO, Umberto. Sobre a literatura. Rio de Janeiro, Record, 2002.

 

 

SIMPÓSIO 16 -  VOZES SILENCIADAS NO CAMPO DA SAÚDE MENTAL E AS POSSÍVEIS TRANSPOSIÇÕES DA LINHA ABISSAL

 

Massimiliano Minelli – Doutor em Antropologia Social, Università degli Studi di Perugia – Itália

Isabela Ap. de Oliveira Lussi – Doutora em Ciências, Pós-Doutorado em Sociologia, Universidade Federal de São Carlos – SP – Brasil

 

E-mail para envio de propostas: isabelalussi@gmail.com

Resumo:

 

A psiquiatria como conhecimento científico, fundamentado no paradigma biomédico, desconsiderou, ao longo da história, a experiência das próprias pessoas que manifestam sofrimento psíquico como sujeitos de conhecimento, silenciando-os. Somando-se a isso, o colonialismo e o capitalismo contribuíram sobremaneira nos processos de exclusão social e invisibilidade desta parcela da população. Com o desenvolvimento do campo da saúde mental, fundamentado no paradigma psicossocial, este silenciamento foi minimizado, no entanto questionamos se ainda continua presente. A proposta deste simpósio é refletirmos sobre tal questão tendo como referenciais os processos de Reforma Psiquiátrica (BASAGLIA, 2000; AMARANTE, 1995), os pressupostos teóricos da Reabilitação Psicossocial (SARACENO, 2001) e o conceito do Pensamento Abissal (SANTOS, 2009). O pensamento abissal opera dividindo as experiências, os saberes e os atores sociais em dois lados, o que agrega os úteis, inteligíveis e visíveis, e o que agrega os inúteis, ininteligíveis e invisíveis (SANTOS, MENESES, 2009). Este conceito nos ajuda a refletir sobre o processo de desinstitucionalização impulsionado por Basaglia na Itália e considerado referência para outras experiências de Reforma Psiquiátrica, como a brasileira, por exemplo. Podemos afirmar que Basaglia enfrentou a relação dominantes e dominados no contexto da psiquiatria investindo na transposição da linha abissal. De fato, as pessoas com sofrimento psíquico deixaram de ser completamente invisíveis neste processo de desinstitucionalização. No entanto, argumentamos que há neste processo uma passagem da exclusão abissal para a exclusão não abissal. Esperamos neste Simpósio aprofundarmos estas reflexões com apresentações de trabalhos e debates, e reconhecermos processos de tradução intercultural (SANTOS, 2010) em diferentes experiências nas quais pessoas que foram destituídas de participação e de voz passam a participar ativamente e a ter direito a voz.

 

Palavras-chave: Saúde Mental, Sofrimento Psíquico, Desinstitucionalização, Pensamento Abissal, Tradução Intercultural

 

REFERÊNCIAS: AMARANTE, P. Loucos pela vida: a trajetória da reforma psiquiátrica no Brasil. Rio de Janeiro: Fiocruz, 1995. BASAGLIA, F. Conferenze brasiliane. Milano: Raffaello Cortina Editore, 2000. SANTOS, B. S. Para além do pensamento abissal: das linhas globais a uma ecologia de saberes. In: SANTOS, B. S.; MENESES, M. P. (Org.). Epistemologias do Sul. Coimbra: Edições Almedina, 2009. p. 23-71. ______. A gramática do tempo: para uma nova cultura política. 3ª ed. São Paulo: Cortez, 2010. SANTOS, B. S.; MENESES, M. P. Introdução. In: SANTOS, B. S.; MENESES, M. P. (Org.). Epistemologias do Sul. Coimbra: Edições Almedina, 2009. p. 09-19.

 

 

SIMPÓSIO 17 – ITALIANIDADE REENCONTRADA: DESVELANDO LÍNGUAS, MEMÓRIAS E IDENTIDADES

 

Prof.a Dra. Elisabetta Santoro (USP)

Prof.a Dra. Giliola Maggio (USP)

 

E-mail para envio de propostas: gilimaggio@gmail.com

 

 

No Brasil, os italianos, assim como tantos outros grupos considerados "minoritários", sofreram, ao longo do tempo, a experiência do silenciamento, imposto de várias formas e com diferentes justificativas. Os migrantes que chegaram em massa como mão de obra para as fazendas a partir do final do século XIX foram tratados como "colonos ignorantes", cuja língua e cultura não podiam competir com a língua e a cultura consideradas únicas e hegemônicas dos "donos da terra". Mais tarde, na Era Vargas, a proibição das línguas estrangeiras foi explícita e agiu com a mesma, ou maior força, sobre esses grupos. Os efeitos desse silenciamento reverberam, ainda hoje, nas entrelinhas dos discursos dos italianos e de seus descendentes, além de serem percebidos no cotidiano da sociedade brasileira, na qual a presença da imigração italiana parece estar em todo lugar e em lugar nenhum, já que há sempre "algo de italiano" nas pessoas, nos lugares, nas coisas, mas há também contornos indefinidos e muito esquecimento que permeia o reconhecimento dessa ligação.

Nasce dessas reflexões o simpósio Italianidade reencontrada: desvelando línguas, memórias e identidades, cujo objetivo é reunir pesquisas que abordem o tema do “reencontro da italianidade perdida”, a partir da análise de experiências que permitam investigar a ligação entre língua(s), memória(s) e identidade(s) em diferentes campos do saber como a Análise do Discurso, a Sociolinguística, a Antropologia, a Sociologia e a História. Há identidades diversas espalhadas pelo Brasil, há processos de “des- e re-territorialização”, há ainda comunidades que mantêm variedades de língua italiana falada como herança e, com frequência, marcas em domínios discursivos específicos que podem ser desveladas. No simpósio, os estudiosos terão a oportunidade de entrar em contato com essas realidades e, além da troca propiciada pela afinidade que une o repertório das pesquisas, poderão aprofundar sua análise dos processos discursivos e identitários e pensar em possibilidades para a revitalização e a manutenção dessas línguas e culturas. 

 

Palavras-chave: imigração italiana, descendentes de italianos, identidades, memórias, línguas.

 

Referências bibliográficas

AMOSSY, R. La présentation de soi. Ethos et identité verbale. Paris: PUF, 2010.

BAUMAN, Z. Identidade. Rio de Janeiro: Zahar, 2005.

CAPRARA, L. L´italiano degli italiani di San Paolo alla fine del XX secolo.  In: Italiano e Italiani Fuori d’Italia, a cura di Anna de Fina e Franca Bizzoni. Perugia: Guerra, 2003. pp.199-216.

FOUCAULT, Michel. Segurança, território, população. São Paulo: Martins Fontes, 2008 [1978].

FROSI, Vitalina M.; RASO, Tommaso. O italiano no Brasil: um caso de contato linguístico e cultural. In: MELLO, Heliana; ALTENHOFEN, Cléo V.; RASO, Tommaso (orgs.) Os contatos linguísticos no Brasil. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2011. pp. 317- 347.

HAESBAERT, R. Des-territorialização e identidade: a rede “gaúcha” no Nordeste. Niterói: UFF, 1997.

HAGÈGE, Claude. Não à morte das línguas. Instituto Piaget, 2001.

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LUERSEN, R. W. A situação de contato plurilíngue no sul do Brasil. Visões nº.7, p. 2. julho / dezembro 2009. In: http://www.fsma.edu.br/visoes/ed08/Edicao_8_artigo_4.pdf, acesso em: 27.04.2012.

MANFROI, Olívio. Imigração alemã e italiana estudo comparativo. (conferência) In Instituto Superior Brasileiro-Italiano de Estudos e Pesquisa (ISBIEP). Imigração italiana: Estudos. Porto Alegre: Escola Superior de Teologia São Lourenço de Brindes; Caxias do Sul: UCS, 1979. pp. 185-197.

ORLANDI, Eni P. As formas do silêncio: no movimento dos sentidos. 3. ed. Campinas: Ed. Unicamp, 1995.

ORTALE, F.L.; MAGGIO, G.; BACCIN, P. Identidade e bilinguismo em contexto de núcleo familiar de imigrantes italianos. Revista de Italianística, 2015. Disponível em: http://www.revistas.usp.br/italianistica/article/view/116218. Acesso em 10/07/2016. pp. 146-163.

SERRANI, Silvana. Identidade e segundas línguas: as identificações no discurso. In Linguagem e Identidade: Elementos para uma discussão no campo aplicado. (Signorini [org.]). Delta, 1997. pp.231-264.

Truzzi, Osvaldo. Italianidade no interior paulista Percursos e descaminhos de uma identidade étnica (1880-1950). São Paulo: Editora da UNESP, 2016.

 

 

SIMPÓSIO 18 -  A LITERATURA QUE DÁ VOZ: PERSEGUIDOS, RETORNADOS E MIGRANTES EM  PORTUGAL

 

Ana BelénGarcía Benito, doutora em Filologia, professora do Departamento de Lenguas Modernas y Literaturas Comparadas (Facultad de Filosofía y Letras) da Universidad de Extremadura (Espanha)

 

Mª Jesús Fernández García, doutora em Filologia, professora do Departamento de Lenguas Modernas y Literaturas Comparadas (Facultad de Filosofía y Letras) da Universidad de Extremadura (Espanha)

 

E-mail para envio de propostas: agbenito@unex.es

 

Resumo da proposta do Simpósio:

O simpósio proposto pretende reunir trabalhos que considerem a existência em Portugal de um discurso literário ligado a determinados grupos marginalizados, cuja identidade esteve, e ainda está, dependente de uma mobilidade condicionada ou forçada pelas circunstâncias políticas, económicas ou religiosas vividas no país ao longo da história. Consideramos que este tipo de mobilidade influenciou o sistema literário português e produziu fenómenos que podem dar lugar a duas abordagens:

            - A que toma em consideração a mobilidade de escritores, editores e leitores por perseguição, exílio ou emigração. Esta faz com que os produtos literários atravessem fronteiras, o que permite desenhar um mapa que, partindo de Portugal ou acabando nele, traça percursos transnacionais. Tendo como base este fenómeno, serão aceites trabalhos que indaguem aspetos socio-literários, biográficos, de génese textual, etc. relacionados com estes movimentos, que se observam em várias épocas literárias.

            - A que toma em consideração a literatura que escolhe como temática para uma representação ficcional, profundamente ligada ao contexto socioeconómico e político, processos de mobilidade por causas que se prendem com a persecução, o exílio, o retorno e os movimentos migratórios. O objetivo é indagar as representações que a literatura oferece das personagens em movimento forçado devido a estas causas. Ao mesmo tempo, propomos uma reflexão acerca de como a literatura se torna o discurso que as torna visíveis e lhes dá voz. Consideramos três grupos: perseguidos por razões políticas e religiosas, retornados após o processo de descolonização, emigrantes portugueses e imigrantes em Portugal oriundos de outras partes do mundo.

Ao analisarmos a presença destes grupos particulares na literatura, verificamos que deles fazem parte tanto os agentes ou produtores do discurso literário como os objetos construídos por esse discurso (temática literária). Tanto num caso como noutro, a mobilidade forçada será o fio condutor que une os autores e obras em apreço e, como tal, o grande tema que permite a constituição do corpus de estudo.

 

Palavras-chave (até 5): mobilidade, literatura, retorno, exílio, migrações

 

Referências Bibliográficas:

Fagundes, Francisco Cota (ed.) (2011), Narratingthe Portuguese diáspora: piecingthingstogether, New York, Oxford: Peter Lang.

Frank, Soren (2008): MigrationandLiterature: GünterGrass, Milan Kundera, Salman Rushdie and Jan Kjaerstard. New York, PalgraveMacmillan.

Hall, Stuart (2003), Da diáspora: identidades e mediações culturais, Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003.

Knott, Kim; Mclonghlin, Seán (ed.) (2010), Diasporas: Concepts; intersections, Identities. London, ZedBooks. 

Lalagianni, Vassilikeet Moura, Jean-Marc (dir.) (2014), Espace méditérranéen. Écritures de l’exil, migrancesetdiscourspostcolonial. Amsterdam-New York.

Nyman, Jopi (2009): Home, Identity, andMobility in ContemporaryDiasporicFiction. Ámsterdam, Rodopi.

Paiva, José Rodrigues de (1989), Literatura e Emigração. Recife, Associação de Estudos Portugueses Jordão Emerenciano.

Said, Edward W. (2005), Reflexões sobre o exílio e outros ensaios, trad. Pedro Maia Soares, S. Paulo: Companhia das Letras, 2005.

Seruya, Teresa (2005), Literatura e Migração. Lisboa, Colibri.

Simões, Manuel G.etalii (coord.) (2002), Textos da Diáspora. Berlim, AvinusVerlag.

 

 

SIMPÓSIO 19 – IDENTIDADE E LITERATURA: OBRAS ITALIANAS E BRASILEIRAS EM FOCO

 

Maria Celeste Tommasello Ramos, Livre-Docente em Literatura Italiana, UNESP – IBILCE – Câmpus de São José do Rio Preto – SP, Bolsista PQ do CNPq

Adriana Lins Precioso, Doutora em Letras, UNEMAT – Câmpus de Sinop – MT, Pós-Doutoranda da UnB, Bolsista CAPES

 

E-mail para envio de propostas: adrianaprecioso@unemat.br

 

Resumo

A construção identitária nacional ampla passa por processos que ora se firmam nas igualdades e ora nas diferenças, a Itália e o Brasil passaram e passam ainda por esses processos, o primeiro identificado pela presença dos dialetos e o segundo com os regionalismos. Há diversas questões envolvidas, entre elas as ideológicas e as políticas que emergem nas produções literárias e marcam as expressões culturais como forma de resistência e questionamento. São observados, dentre os processos envolvidos, os intercâmbios, os fenômenos de hibridização (entendida como mistura), a contaminação e a fusão entre tradições, o questionamento ao cânone, os conceitos de limite e fronteira, entre outros. São terreno fértil tanto para a Literatura italiana quanto para a brasileira, e eles podem evidenciar aproximações ou distanciamentos no desejo de formações identitárias que oscilam entre o conceito de nacional/central e dialetal/regional. Alguns teóricos como: Bechelloni (1991), Bollatti (1983), Chauí (2004), Bosi (1992) e as suas reflexões, entre outros teóricos, podem auxiliar nas considerações das pesquisas apresentadas. O Simpósio propõe, assim, promover discussões a partir da apresentação de trabalhos de pesquisa que proponham debater intercâmbios temáticos e de línguas, expressões artísticas tal como cinema e pintura, fenômenos de hibridização literária de qualquer natureza, e todos os demais processos citados acima, verificados em obras ou da Literatura italiana, ou da Literatura brasileira ou no âmbito da Literatura comparada (italiana e brasileira).

 

Palavras-chave: Identidade; Dialetos; Regionalismos; Literatura italiana; Literatura brasileira.

 

Referências Bibliográficas.

BECHELLONI, G. (a cura di). Identità italiana e modernizzazione. Percorsi controversi.  Roma: Il Campo, 1991.

BOLLATI, G. L'Italiano. Il carattere nazionale come storia e come invenzione. Torino: Einaudi, 1983.

BOSI, A. Dialética da Colonização. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.

CHAUÍ, M. Brasil: mito fundador e sociedade autoritária. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2004.

FIORIN, José Luiz. A construção da identidade nacional brasileira. São Paulo: Bakhtiniana, 2009.

HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. Tradução Tomaz Tadeu da Silva e Guacira Lopes Lauro. 3 ed. DP & A Editora. Rio de Janeiro: 1999.

RAIMONDI, E. Letteratura e identità nazionale. Milano: Mondadori, 1998.

 

 

SIMPÓSIO 20 – LITERATURA DE RESISTÊNCIA E TESTEMUNHO: VOZES SILENCIADAS

 

Profa. Dra. Liliane Batista Barros (UNIFESSPA)

Prof. MsC. Abilio Pacheco de Souza (UFPA)

 

E-mail para envio de propostas: liliane.barros@unifesspa.edu.br

 

Este simpósio tem como foco reunir estudos que abordem o texto literário e suas relações com as vozes silenciadas e marginalizadas pelo contexto histórico dos estados de exceções e catástrofes resultantes do período contemporâneo ou de períodos históricos anteriores. Entre as vozes silenciadas na América Latina interessam-nos pesquisas que abordem as vítimas do (neo)colonialismo, das ditaduras militares, do totalitarismo e autoritarismo. No que concerne aos países africanos de língua portuguesa, interessam-nos os trabalhos que abordem as lutas de libertação e resistência, assim como narrativas sobre guerras que promoveram a saída de pessoas de seu lugar de pertencimento (prisioneiros, refugiados e deslocados). Nesse sentido, as narrativas de resistência (Bosi, 2002, e Lorenz, 2002), literatura de testemunho (Seligmann-Silva, 2003) são alguns dos conceitos que apoiam nossa proposta.

 

Palavras-chave: narrativas de resistência e testemunho, ditadura militar, (neo)colonialismo e totalitarismo.

 

BIBLIOGRAFIA:

LORENZ, Federico. “Resistencias”. In: SARMENTO-PANTOJA, Augusto, OLIVEIRA, Maria Rita Duarte de, NOGUEIRA DE SOUZA, Rosângela do Socorro, CHABABO, Rubens (Orgs). Memória e Resistência. Rio de Janeiro: Oficina Raquel, 2002.

BOSI, Alfredo. Literatura e Resistência. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.

SELIGMANN-SILVA, Márcio (org). História, memória Literatura: o testemunho na era das catástrofes. Campinas: EDUNICAMP, 2003

 

 

SIMPÓSIO 21 – ÀS MARGENS DO CÂNONE: DISTOPIA, HORROR E VIOLÊNCIA NA CULTURA

 

Ramiro GIROLDO, Doutor, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

Wellington Furtado RAMOS, Doutor, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

 

E-mail para envio de propostas: furtado.ramos@outlook.com

 

Resumo: O Simpósio “ÀS MARGENS DO CÂNONE: DISTOPIA, HORROR E VIOLÊNCIA NA CULTURA” busca congregar pesquisadores e trabalhos que apontem para os caminhos trilhados na avaliação do literário na interface entre valores representativos da tradição e perspectivas históricas. O Simpósio fundamenta-se na hipótese central da necessidade de compreender e de estabelecer novas perspectivas de avaliação para o literário, importantes para a valorização da tradição literária brasileira e portuguesa, especialmente, mas não exclusivamente, sob o viés  historiográfico de abordagem da diversidade literária, não como perpetuador de paradigmas avaliativos fixos dentro da tradição, mas como mecanismo capaz de promover a revisão e discussão constante do cânone literário nacional, com vistas a ampliar os horizontes da crítica literária no Brasil e, de certo modo, discutir a situação do ensino de Literaturas de Língua Portuguesa em seus vários níveis. Nesse sentido, o Simpósio reunirá pesquisas que tomam por objeto textos literários da prosa de ficção brasileira e portuguesa contemporâneas, mas não exclusivamente, que se debrucem sobre a negatividade, a sombra, o feio, o mal formado, o desequilibrado, o horror, a maldade e a perversão como constructos, afetos e efeitos que também têm lugar na arte, manifestando-se dialeticamente entre atração e repulsão. O objetivo que fundamenta a proposta reside na necessidade de (re)verificação das tradições literárias tomadas por objeto, com vistas à discussão dos parâmetros de estabelecimento dos textos considerados canônicos e sua consequente exclusão e/ou silenciamento de obras e autores, marginalizados ou ignorados pela crítica (jornalística, escolar, universitária). Nesse sentido, o Simpósio se organizará em torno de três linhas de força: 1. Trabalhos voltados para o estudo de textos de ficção científica, compreendendo nestes as especificidades do gênero, sua (in)subordinação à formas consideradas de prestígio nos cânones nacionais, bem como o horizonte utópico que põe em cena temáticas como a exclusão, a violência, as lógicas de poder e os fascismos representados nos textos de variedade distópica. 2. Trabalhos voltados para o estudo do horror como categoria estética, compreendido como “o máximo de necessidade comunicativa confrontada com o mínimo de capacidade expressiva” (NOSEK, 2005, p. 14), em que se analisem os mecanismos e procedimentos adotados nas obras de arte literárias que objetificam a dor, o sofrimento, o mal-estar, o feio, o disforme, o desequilibrado, o abjeto, o perverso etc., evidenciando como esses temas são tratados nas tradições literárias estabelecidas ou delas obliterados. 3. Trabalhos voltados para o estudo das representações da violência em textos literários, sua construção do ponto de vista formal e temático.

 

Palavras-chave: Literatura Brasileira Contemporânea; Literatura Portuguesa Contemporânea; Distopia; Horror; Violência.

 

Referências:

ARENDT, Hannah. Sobre a violência. Trad. André Duarte. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011.

BLOCH, Ernst. O princípio esperança I. Tradução de Nélio Schneider. Rio de Janeiro: EdUerj; Contraponto, 2005.

CAUSO, Roberto de Sousa. Ficção científica, fantasia e horror no Brasil: de 1875 a 1950. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003.

GINWAY, Mary Elizabeth. Ficção Científica Brasileira. São Paulo: Devir, 2005.

LINS, Ronaldo Lima. Violência e literatura. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1990.

NOSEK, Leopold. O mundo de dor, forma e beleza. In. ESTAÇÃO PINACOTECA. Dor, forma, beleza: a representação criadora da experiência traumática. Catálogo. São Paulo: Imprensa Oficial, 2005.

SELIGMANN-SILVA, Márcio. A viagem “de formação”: figuras do horror nas “margens” do ocidente. Revista USP, São Paulo, n. 63, p. 231-236, set/nov, 2004.

SELIGMANN-SILVA, Márcio. Sobre a beleza do feio e a sublimidade do mal. Com Ciência, Revista Eletrônica de Jornalismo Científico, n. 78, jul., 2006.

 

 

SIMPÓSIO 22 – QUESTÕES DE GÊNERO E LINGUAGEM: TEORIAS E PRÁTICAS INCLUSIVAS

 

Danniel Carvalho

Doutor em Linguística

Universidade Federal da Bahia

 

E-mail para envio de propostas: doisolhos@hotmail.com

 

 

Resumo: O campo da sociolinguística floresceu nos últimos anos, indo além dos limites tradicionais da linguística para considerar como o contexto social e o poder estão envolvidos na promulgação de práticas linguísticas. O advento de Linguística Queer é um revigorante projeto dentro desse movimento mais amplo que incorpora as descobertas desconstrucionistas e anti-essencialistas de um Teoria Queer com o estudo da linguagem. O campo de estudos de gênero e língua foi ampliado para incluir discussões de desejo e/ou identidade sexual (ver BAKER, 2008, CAMERON; KULICK, 2003, CAMPBELL-KIBLER et al., 2002, LEAP; BOELLSTORFF, 2004, LIVIA; HALL, 1997, MCILVENNY, 2002, MORRISH; SAUNTSON 2007, SAUNTSON; KYRATZIS, 2007) - um aspecto que pesquisas anteriores trataram apenas de forma implícita. Portanto, o estudo da relação gênero e língua é um campo diversificado e em pleno desenvolvimento, que tem tanto apelo acadêmico quanto popular. A virada linguística e o impacto do desenvolvimento da linguística e da análise do discurso, contribuíram para uma reformulação das questões sobre gênero e língua. O objetivo deste simpósio é reunir trabalhos que discutam fenômenos que envolvam língua nas diferentes perspectivas de uma Teoria Queer da linguagem. Serão aceitos trabalhos nas diferentes perspectivas do estudo da linguagem, considerando aspectos socioculturais, históricos, políticos e discursivos.

Palavras-chave: Teoria queer, Linguística queer, Estudos de gênero, Sexualidades, Identidade

 

Referências:

BAKER, P. Sexed Texts. Language, Gender and Sexuality. London: Equinox, 2008.

CAMERON, D. & KULICK, D. Language and Sexuality. Cambridge: Cambridge University Press, 2003.

CAMPBELL-KIBLER, K.; PODESVA, R. J.; ROBERTS, S. J.; WONG, A. (eds). Language and Sexuality. Contesting Meaning in Theory and Practice. Stanford California: CSLI, 2002.

LEAP, W. L. & BOELLSTORFF, T. (eds.). Speaking in Queer Tongues. Globalization and Gay Language. Urabana: University of Illinoism, 2004.

LIVIA, A.; HALL, K. (eds.). Queerly Phrased. Language, Gender, and Sexuality. Oxford: OUP, 1997.

MCILVENNY, P. (ed.). Talking Gender and Sexuality. Amsterdam: John Benjamins, 2002.

MORRISH, L.; SAUNTSON, H. New Perspectives on Language and Sexual Identity. Basingstoke: Palgrave Macmillan, 2007.

SAUNTSON, H.; KYRATZIS, S. (eds.). Language, Sexualities and Desires. Cross-cultural Perspectives. Basingstoke: Palgrave Macmillan, 2007.

 

 

SIMPÓSIO 23 - TÍTULO: REVITALIZAÇÃO LINGUÍSTICA: EXPERIÊNCIAS, DESAFIOS E PERSPECTIVAS

 

Lílian Teixeira de Sousa – Doutora em Linguística (UFBa)

Marcos Tromboni – Doutor em Antropologia (UFBa)

 

E-mail para envio de propostas: liliantsousa@gmail.com

 

RESUMO:

 

O enfraquecimento do uso das línguas indígenas por seus falantes nativos e sua substituição progressiva pelas línguas nacionais dominantes tem chamando atenção para as implicações sociopolíticas globais desses eventos. Nesse contexto, se observou nas últimas décadas várias iniciativas de documentação de línguas ameaçadas de extinção em várias partes do globo. Além de iniciativas institucionais de documentação, também tem se observado a busca por políticas de revitalização linguística, especialmente na Austrália, Canadá e Estados Unidos. Mais recentemente no Brasil, comunidades indígenas politicamente empenhadas em deter e/ou reverter tais processos de perda cultural e seus desdobramentos identitários e políticos têm atuado no sentido de revitalizar sua língua ancestral, o que tem trazido imensos desafios para as comunidades, linguistas e antropólogos envolvidos em projetos dessa natureza. Os desafios enfrentados passam muitas vezes pela ausência de material sobre as línguas em questão, peculiaridades culturais que devem resultar em diferentes ações de política linguística, produção de material didático nas línguas de interesse, dentre outros. Dessa forma, a presente proposta de simpósio tem como objetivo agregar linguistas, linguistas aplicados e antropólogos que atuem na área de revitalização linguística para promover a troca de experiências, metodologias e ações que possibilitem uma atuação mais efetiva nesse campo.

 

PALAVRAS-CHAVE: revitalização linguística, documentação, política linguística

 

REFERÊNCIAS

FRANCHETTO, Bruna; MAIA, Marcus. Educação e revitalizaçãolinguísticas. Revista Linguística / Revista do Programa dePós-Graduação em Linguística da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Volume 13, n.1 jan de 2017, p. 1-10. ISSN 2238-975X 1. [https://revistas.ufrj.br/index.php/rl] ______. Multilingüismo e Políticas Lingüísticas. Atas do VI Congresso da ASSEL-Rio, Rio de Janeiro, v. 1, p. 81-88, 1997. ______. 500 anos de línguas indígenas no Brasil. In: Suzana A. M. Cardoso, Jacyra A. Mota, Rosa Virgínia Mattos e Silva. (Org.). Quinhentos Anos de História Lingüística do Brasil. 1ed.Salvador: Secretaria da Cultura e Turismo do Estado da Bahia, 2006, v. , p. 15-62. COSTA, Januacele da. Bilingüismo e atitudes lingüísticasinterétnicas : aspectos do contato português-ya:the. Recife : UFPE, 1993. (Dissertação de Mestrado) STENZEL, K. S.. Novos horizontes da documentação linguística no Brasil. Revista de Estudos e Pesquisas (Fundação Nacional do Índio), v. 5, p. 49-99, 2008. MOORE, Denny.; GALÚCIO, A. V. M. . Desafio de documentar e preservar línguas. Scientific American Brasil, v. 3, p. 36-43, 2008. MOORE, Denny.; GALUCIO, A. V. . Línguas indígenas em perigo. Amazônia, 2007, v. 1, p. 89- 93. MOORE, Denny.; GABAS, N. . O Futuro das Línguas Indígenas Brasileiras. In: Louis Forline; Ima Vieira; Rui Murrieta. (Org.). Amazônia além dos 500 Anos. Belém: Museu Paraense Emílio Goeldi, 2006, v. , p. 433-454.

 

SIMPÓSIO 24 - A LITERATURA NO PROCESSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA A DIVERSIDADE

 

Profa. Dra. Rosilene Silva da Costa (Universidade de Brasília - UnB)

 

Profa. Ma. Kárita Aparecida de Paula Borges (Universidade de Brasília - UnB)

 

E-mail para envio de propostas: lenecostas@hotmail.com

 

A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer1 . Há um amplo debate sobre a necessidade de formar professores para a educação em direitos humanos considerando a necessidade de trabalhar com a diversidade em sala de aula. As escolas brasileiras cada vez mais têm recebido alunos oriundos de diferentes realidades sociais, as quais muitas vezes são desconhecidas dos professores. Além de receber esses alunos, as escolas também estão localizadas em diferentes espaços das cidades nas quais estão instaladas. Por sua vez, muitos desses espaços são desconhecidos pelos professores. No Brasil há um número considerável de escolas localizadas nas regiões centrais das cidades, mas há também muitas escolas nas periferias abandonadas pelo poder público; escolas nas regiões rurais desprovidas de boa parte dos recursos disponíveis nas cidades, escolas itinerantes, etc. As salas de aula são formadas por sujeitos de diferentes raças e etnias, de diferentes credos, de diferentes gêneros, de diferentes orientações sexuais. Enfim, a sala de aula é o espaço do diverso. Apesar de todas essas diferenças, ainda temos uma formação de professores orientada para o ensino nas salas de aula de bairros de classe média, onde estão estudantes brancos, cristãos e, predominantemente, heterossexuais. Esse cenário de formação de professores para apenas uma camada da sociedade faz com que aqueles alunos que estão fora deste “padrão” sofram com uma educação de qualidade inferior, pois os professores não estão preparados para atuar nas realidades diferentes das apresentadas em suas formações. Além disso, esse despreparo dos profissionais faz com que anualmente o Brasil perca um número significativo de educadores, os quais abandonam a carreira docente por não se julgarem preparados para atender a realidade da sala de aula (sem contar aqueles que a deixam devido à baixa remuneração). Diante disso, investir na formação de professores é urgente. No entanto, falamos de uma formação que considere os sujeitos professores não apenas como memorizadores de normas educacionais ou recitadores de teóricos da educação. Falamos de uma formação de professores que propicie uma 1 Graciliano Ramos. humanização, que prepare os docentes para auxiliar os aprendizes a se tornarem agentes transformadores em seus espaços sociais de convivência. Entretanto, para que isso ocorra é preciso que se lance mão de ferramentas e estratégias que sejam capazes de atender a essa necessidade de formação dos professores. A literatura é uma excelente ferramenta para essa formação, haja vista que os textos literários são capazes de apresentar aos professores realidades que não foram experienciadas por eles. Antônio Cândido menciona que “a literatura desenvolve em nós a quota de humanidade na medida em que nos torna mais compreensivos e abertos para a natureza, a sociedade, o semelhante” (2004, p.180). E o que nos tornar mais compreensivos e abertos para a natureza, para a sociedade e para o semelhante? É educar-nos para os direitos humanos. Assim, os professores que hoje atuam em sala de aula precisam ser educados para este fim. Educados não apenas conhecendo leis e diretrizes educacionais (que são importantes), mas sim no sentido de serem também humanizados. Se os professores precisam ser educados para os direitos humanos, os estudantes também necessitam, visto que vivem numa sociedade de diferenças. A literatura pode humanizar professores e estudantes; os primeiros suprindo as falhas de sua formação de vida e também profissional; os segundos garantindo-lhes o direito de serem formados com dignidade. Desse modo, o presente simpósio temático tem como objetivo acolher propostas de trabalhos que abordem, numa perspectiva histórica e multidisciplinar, o uso da Literatura como ferramenta no processo de formação para os direitos humanos. Também serão bem-vindas pesquisas que versem sobre a literatura periférica/marginal na sala de aula: literatura proveniente da oralidade, literatura feminina, literatura marginal, literatura infanto-juvenil; literatura homoerótica e outras literaturas que abordem temáticas relevantes para a educação em direitos humanos, seja para a formação de estudantes, seja para a formação de professores. Nessa perspectiva, busca-se gerar um debate que envolva os diferentes gêneros literários, mas que permita compreender como a Literatura vem sendo discutida e aplicada no âmbito desta sala de aula diversa. Além disso, busca-se entender como os sujeitos que se deparam com as discussões que essa Literatura engendra reagem, bem como buscam a igualdade de direitos e o respeito à alteridade. Para tanto, serão aceitos trabalhos não só do campo da Teoria Literária, mas também de várias outras áreas do conhecimento, dentre elas a Sociologia, Antropologia, Psicologia, Filosofia, Educação, Artes, Geografia, Direito, dentre outras áreas que se debruçam sobre a referida temática analisada por docentes, pesquisadores e estudantes.

 

Palavras-chave: Literatura; Direitos Humanos; Diversidade; Formação de Professores, Estudantes.

 

Referências Bibliográficas:

 

ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia, Tradução da 1.ª edição coordenada e revisada por Alfredo Bosi; revisão da tradução e tradução de novos textos Ivone Castilho Benedetti, 5.ª ed. - São Paulo, Martins Fontes, 2007. ABRAMOWICZ. Anete. Trabalhando a diferença na educação infantil. São Paulo: Moderna, 2006. AGAMBEN, Giorgio. O que é contemporâneo? E outros ensaios. Trad. Vinicius Nicastro Honesko. Chapecó: Argos, 2009. CANDIDO, Antonio. A Educação pela noite e outros ensaios. São Paulo: Editora Ática, 1987 (Série TEMAS, vol. 1, Estudos Literários). _________. Vários Escritos. São Paulo: Rio de Janeiro: Duas Cidades; Ouro sobre Azul, 2004. BEAUVOIR, Simone. O segundo sexo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980. BHABHA, Homi. O local da Cultura. Tradução de Eliana Lourenço de Lima, Myriam Ávila e Glaucia Gonçalves. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2007. BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil: promulgada em 5 de outubro de 1988. Disponível em: . Acesso em: 15 jun. 2017.. ______. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação em Direitos Humanos. Brasília: MEC, 2012. Disponível em: . Acesso em: 15 jun. 2017._____. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Brasília: MEC, 2004. Disponível em: . Acesso em: 15 jun. 2017._______. Lei nº 9394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Disponível em: . Acesso em: 15 jun. 2017. ______. Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”, e dá outras providências. Disponível em: . Acesso em: 15 jun. 2017.______. Lei nº 11.645, de 10 de março de 2008. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. Disponível em: . Acesso em: 15 jun. 2017. CANDAU, Maria Vera. Sociedade multicultural e educação: tensões e desafios. In CANDAU, Maria Vera (org). Cultura(s) e educação: entre o crítico e pós-crítico. Rio de Janeiro: DP&A, 2005. Chizzotti A. Pesquisa em ciências humanas e sociais. 4a ed. S„o Paulo: Cortez; 2000. CONFERÊNCIA Mundial de Educação para Todos. Declaração Mundial de Educação para Todos. Plano de Ação para Satisfazer as Necessidades Básicas de Aprendizagem. Brasília: UNESCO, 1990. COSTA, Marisa Vorraber. Currículo e pedagogia em tempo de proliferação da diferença: In Trajetórias e processos de ensinar e aprender: sujeitos, currículos e culturas – XIV ENDIPE; Porto Alegre – RS: Edipucrs, 2008. DALCASTAGNÉ, Regina. A auto-representação de grupos marginalizados: tensões e estratégias na narrativa contemporânea. In: ________. (Org.). Letras de hoje. Porto Alegre: v.42, n 4, p 18-31, dezembro 2007 EAGLETON, Terry. Marxismo e crítica literária. Tradução de Matheus Corrêa. São Paulo: Editora Unesp, 2011. FREIRE, P. A importância do ato de ler. In______ Col. Polêmicas do Nosso tempo, Editora Cortez, São Paulo, 1985. GARCÍA, Carlos Marcelo. Formação de professores: para uma mudança educativa. Portugal: Porto Editora, 1999. HOLLANDA, Heloisa Buarque de. Cultura como recurso. Bahia: Secretaria de Cultura do Estado da Bahia; Fundação Pedro Calmon, 2012 (Coleção “Cultura é o quê?”, vol. 5). _______________. Tendências e impasses: o feminismo como crítico da cultura. São Paulo: Editora Rocco, 1994 (Org. e Introdução). LAGE, Micheline Madureira. Ensino, Literatura e Formação de Professores na Educação Superior: retratos e retalhos da realidade mineira. Belo Horizonte Faculdade de Educação da UFMG 2010 (TESE) LOURO, Guaçira Lopes. Gênero e sexualidade: pedagogias contemporâneas. Pro-Posições, v. 19, n. 2 (56) - maio/ago. 2008, p. 17. Disponível em: . Acesso em: 15 jun. 2017. MELLO, Celso Antônio Bandeira de. O conteúdo jurídico do princípio da igualdade. SP: Malheiros Editores, 1999. MORAES, Alexandre de. Direitos humanos fundamentais. Teoria Geral: Comentários aos arts. 1º a 5º da Constituição da República Federativa do Brasil. 3º Ed., SP: Atlas, 2000. SHOHAT, Ella. e STAM, Robert. Crítica da imagem eurocêntrica. Trad. De Marcus Soares. São Paulo: Cosac Naify, 2006. SILVA, Tomaz Tadeu. A produção social da identidade e da diferença. In; SILVA, Tomaz Tadeu (org). Identidade e diferença: a perspectiva dos Estudos culturais. Petrópolis-RJ: Editora Vozes, 2000. WOODWARD, Kathryn. Identidade e diferença: uma introdução teórica e conceitual. In: SILVA, Tomaz Tadeu da (Org.) et al. Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. 9. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.

II CONGRESSO INTERNACIONAL LÍNGUAS, CULTURAS E LITERATURAS EM DIÁLOGO: IDENTIDADES SILENCIADAS - 16 a 18 de agosto de 2018 - Universidade de Brasília - DF - Campus Universitário Darcy Ribeiro - Asa Norte - Brasília - Brasil

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